Cidadania

Gustavo E. Fischman, Eric Haas

Resumo


Queremos com este artigo contribuir para mover o debate pedagógico sobre educação em cidadania para além do que caracterizamos em um trabalho anterior como o impasse de perspectivas idealizadas (Fischman; Haas, 2012). Nosso argumento está embasado em duas ideias principais. Primeiro, a noção de cidadão que informa programas de educação em cidadania é estreitamente definida com base em narrativas de pertencimento em termos nacionais. Estas narrativas não são mais adequadas para compreender as complexas relações (se alguma vez o foram) entre cidadania e educação porque não levam em consideração as mudanças políticas, econômicas, sociais e demográficas contemporâneas relacionadas aos processos frouxamente definidos, mas muito influentes, de globalização. Em segundo lugar, e talvez mais importante, uma superênfase sobre modelos de racionalidade relacionados à tradição cartesiana de cogito ergo sum – e de atores humanos como seres puramente conscientes – oferece um modelo abertamente idealista e educacionalmente impraticável de educação em cidadania. Iniciamos com uma breve apresentação de alguns dos modelos de compreensão das relações entre cidadania e educação mais frequentemente utilizados e suas deficiências. A seguir, a próxima seção introduz o conceito de cognição incorporada e a relevância de metáforas e protótipos na compreensão da cidadania. Concluímos com algumas observações sobre ir além de modelos idealizados de educação em cidadania.


Palavras-chave


Escolarização. Educação para a Cidadania. Conhecimento Incorporado. Metáforas.

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