Avaliação da durabilidade de processos fotocatalíticos aplicados como pós-tratamentos em substratos de argamassa

Guilherme Custódio Garcia Junior, Eduardo de Azevedo Botter, Flávio Leal Maranhão

Resumo


Os processos fotocatalíticos estão sendo estudados e incorporados a sistemas construtivos objetivando melhoria da qualidade da água e do ar. No entanto pairam dúvidas sobre qual o grau de atuação da fotocatálise nos substratos e sobretudo por quanto tempo continua ocorrendo e qual sua intensidade. O método proposto consiste em, através de um pós-tratamento superficial associado a um processo fotocatalítico, obter a simultaneidade das ações dos efeitos hidrofóbicos e hidrofílicos. O presente artigo propõe avaliar a durabilidade de processos fotocatalíticos por meio de um programa experimental, em que corpos de provas de argamassa para revestimento externo após serem pós-tratados e manchados com soluções de azul de metileno (C16H18N3SCl) na concentração de 1% em água deionizada e em álcool etílico 92,8°(C2H6O), foram submetidos a 200 ciclos de envelhecimento artificial (molhagem, exposição à radiações infravermelho e ultravioleta). Os resultados apontam: 1) o aumento da concentração de dióxido de titânio acelera os processos de degradação do azul de metileno; 2) os tratamentos superficiais com dispersões aquosas de TiO2 apresentaram queda de desempenho ao longo dos ensaios; 3) o hidrofugante à base de silicone mostrou um bom potencial como agente de fixação do semicondutor.


Palavras-chave


Fotocatálise, durabilidade, envelhecimento acelerado

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