Cognição experiencial, observação incorporada e sustentabilidade na avaliação pós-ocupação de ambientes urbanos

Paulo Afonso Rheingantz, Denise de Alcântara

Resumo


Este artigo está fundamentado no pensamento de Humberto Maturana e Francisco Varela – o observador não é independente da realidade – e de Bruno Latour – observação e experiência são construções; o conhecimento não reflete um mundo exterior real, mas um mundo interior real. Também levando em conta a experiência do Grupo ProLUGAR com avaliação pós-ocupação (APO), o artigo reconhece o objeto da observação como inseparável do observador – o ambiente construído como algo a ser apreendido; sugere que a observação pode ser conscientemente guiada; desloca a reflexão para como o observador guia suas ações no observar; e recomenda maior atenção ao “saber intencional”, em detrimento dos modelos, regras e procedimentos do “saber-fazer” tradicional. Apresenta a abordagem experiencial, que implica a mudança de atitude do observador em relação ao ambiente e sua operacionalização – observação incorporada – na APO de ambientes urbanos. A reflexão incorpora o “olhar cognitivo-experiencial” no estudo de recortes da área do Projeto Corredor Cultural, no Rio de Janeiro. Os resultados parciais indicam que esta abordagem contribui para o campo do desenho urbano sustentável, por qualificar os olhares técnico e cognitivo-comportamental, enriquecendo a compreensão do caráter do lugar sobre como os atributos de desenho são percebidos pelos usuários e como este conhecimento pode vir a ser utilizado para qualificar o ambiente construído.

Palavras-chave


Cognição experiencial; Desempenho ambiental; Empatia; Observação incorporada; Qualidade do lugar

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