Encarceramento e desencarceramento no Brasil: a audiência de custódia como espaço de disputa
DOI :
https://doi.org/10.1590/15174522-108835Mots-clés :
Encarceramento, Audiência de Custódia, Prisão provisória, Política criminal, Alternativas penais.Résumé
A população carcerária brasileira cresce de forma ininterrupta no período pós-Constituição de 1988. O percentual de presos provisórios é elevado. Considerando que nesse período foram ampliadas as possibilidades de aplicação de penas e medidas alternativas, supõe-se a coexistência entre a prisão e as alternativas ao cárcere. O artigo analisa dados coletados em pesquisa nacional sobre Audiências de Custódia, que permitem discutir tensões e funcionamento recíproco de medidas descarcerizantes e mentalidade punitiva. Por meio de análise de observação direta das audiências e entrevistas com os operadores do direito, reflete-se sobre padrões de escolha e mecanismos de seletividade que, por hipótese, se relacionam às concepções dos operadores jurídicos acerca do crime, do criminoso e da punição. São analisadas as mentalidades institucionais no campo jurídico relacionadas com opções de política criminal e os seus reflexos na tomada de decisão judicial, aprofundando possibilidades teóricas de interpretação desses dados.
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© Rodrigo Ghiringhelli Azevedo, Jacqueline Sinhoretto, Giane Silvestre 2022

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