A semântica da complexidade e sua estrutura social: o materialismo "pós-estruturalista" da teoria dos sistemas
DOI:
https://doi.org/10.1590/15174522-020004713Palabras clave:
Teoria dos sistemas – complexidade – estrutura/semântica – materialismo sistêmicoResumen
Este artigo explora a diferença entre estrutura e semântica como chave explicativa para as reivindicações da teoria dos sistemas acerca de suas vantagens como autodescrição sociológica da sociedade moderna. O argumento central é o de que a teoria dos sistemas se utiliza dessa diferença para explicar como estruturas sociais desencadeiam semânticas específicas. A relação entre estrutura social e semântica é mediada pela complexidade das estruturas. Nesse sentido, a teoria dos sistemas se distingue de teorias pós-modernas, do discurso ou do poder. Em lugar de constatar a pluralidade de narrativas e tirar daí consequências muitas vezes precipitadas acerca da contingência, como a centralidade do poder na reprodução social (um primado do “político”), a teoria dos sistemas insiste em um primado do social que aponta para as raízes estruturais da visibilidade dessa contingência. Isso torna a sociedade capaz de refletir sobre suas possibilidades a partir de uma teoria adequada à sua própria complexidade.
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