La familia judicial en audiencias de custodia
DOI:
https://doi.org/10.1590/18070337-123601Palabras clave:
justicia penal, audiencia inicial, familia judicial, sociología jurídicaResumen
En este artículo discutimos en qué medida la coincidencia de opiniones, entre jueces, fiscales y defensores, sobre qué hacer con la persona detenida en el acto es resultado del funcionamiento de la “familia judicial”. Por familia judicial entendemos los vínculos de amistad que forman los profesionales del derecho, inicialmente, debido a la homogeneidad de su origen social, que se fortalece con interacciones personales y laborales, en las que los intercambios se dan durante un largo período de tiempo, creando visiones de mundo similares. Para probar esta hipótesis, utilizamos datos recopilados en 651 audiencias iniciales, realizadas en Belo Horizonte entre septiembre de 2015 y marzo de 2016, con informaciones sobre el delito y el imputado, y características de los operadores (jueces, fiscales y defensores públicos y privados). Los resultados indican que la familia judicial de Minas Gerais está compuesta por fiscales y jueces, que coinciden sobre los perfiles de los imputados y los delitos que deben ser sujetos a prisión preventiva. A la familia judicial también se incorpora la defensoría pública, pero sólo cuando los defensores quedan asignados regularmente a las audiencias iniciales. En esta situación, los defensores públicos tienen mayores posibilidades de evitar que la decisión del juez refleje la solicitud del Ministerio Público, lo que muestra cómo la interacción continua crea la posibilidad de reciprocidad entre los operadores.
Descargas
Citas
AZEVEDO, Rodrigo Ghiringhelli; SINHORETTO, Jacqueline. O sistema de justiça criminal na perspectiva da antropologia e da sociologia. Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais-BIB, n. 84, p. 188-215, 2018.
BONELLI, Maria da Glória. Profissionalismo, diferença e diversidade na advocacia e na magistratura paulistas. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 28, n. 83, p. 125-140, 2013. https://doi.org/10.1590/S0102-69092013000300008
BOURDIEU, Pierre. A gênese dos conceitos de habitus e de campo. In: O poder simbólico. São Paulo: Bertrand, 2001.
GOMES, Adalmir et al. Variáveis correlacionadas com a produtividade de juízes da primeira instância da Justiça Estadual de Minas Gerais. Sistemas & Gestão, v. 12, n. 4, p. 401-409, 2017. https://doi.org/10.20985/1980-5160.2017.v12n4.977
LAGES, Lívia B. O sistema acusatório diante da prisão em flagrante: como o direito a defesa é exercido em fase de audiência de custódia? Revista Brasileira de Segurança Pública, v. 14, n. 1, p. 140-155, 2020. https://doi.org/10.31060/rbsp.2020.v14.n1.1074
LAGES, Lívia B.; RIBEIRO, Ludmila. El castigo silencioso de los detenidos en prisión preventiva. Estudios sociológicos, v. 39, n. 117, p. 865-897, 2021. https://doi.org/10.24201/es.2021v39n117.2009
LAGES, Lívia B.; RIBEIRO, Ludmila. Os determinantes da prisão preventiva na Audiência de Custódia: reforço de estereótipos sociais? Revista Direito GV, v. 15, n. 3, e1933, 2019a. https://doi.org/10.1590/2317-6172201933
LAGES, Lívia B.; RIBEIRO, Ludmila. Por que prender? A dinâmica das audiências de custódia em Belo Horizonte. Plural, v. 26, n. 2, p. 200-221, 2019b. https://doi.org/10.11606/issn.2176-8099.pcso.2019.165680
LEMGRUBER, Julita et al. Ministério Público: guardião da democracia brasileira. Rio de Janeiro: CESeC, 2016.
MACHADO, Bruno; PORTO, Maria. Homicídio na área metropolitana de Brasília: representações sociais dos delegados de polícia, promotores de justiça e magistrados. Sociologias, v.17, p. 294-325, 2015.
MISSE, Michel. Crime, sujeito e sujeição criminal: aspectos de uma contribuição analítica sobre a categoria “bandido”. Lua Nova: Revista de Cultura e Política, n. 79, p. 15-38, 2010.
NUÑEZ, Izabel S. “Aqui não é casa de vingança, é casa de justiça!”: moralidades, hierarquizações e desigualdades na administração de conflitos do tribunal do júri da comarca do Rio de Janeiro. Tese (Doutorado em Antropologia) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2018.
POZAS-LOYO, Andrea; RÍOS-FIGUEROA, Julio. Anatomy of an informal institution: The “Gentlemen’s Pact” and judicial selection in Mexico, 1917–1994. International Political Science Review, v. 39, n. 5, p. 647-661, 2018. https://doi.org/10.1177/0192512118773414
PRADO, Alessandra; ROSÁRIO, Luan. A atuação do Ministério Público na prática das audiências de custódia realizadas no núcleo de prisão em flagrante de Salvador/BA. In: SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR EM SOCIOLOGIA E DIREITO, 9., 2020, Niterói. Anais [...]. Niterói: Universidade Federal Fluminense, 2020.
RAMOS, Marcelo M.; CASTRO, Felipe A. Aristocracia judicial brasileira: privilégios, habitus e cumplicidade estrutural. Revista Direito GV, v. 15, 2019. https://doi.org/10.1590/2317-6172201918
RAMOS, Silvia; MUSUMECI, Leonarda. Elemento suspeito: abordagem policial e discriminação na cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
RENGIFO, Andrés F.; MARMOLEJO, Lina. Acción y representación: indicadores de desempeño de la defensa en una muestra de audiencias de control de garantías en Colombia. Latin American Law Review, v. 1, n. 4, 1-24, 2020.
RIBEIRO, Ludmila; DINIZ, Alexandre M.; LAGES, Lívia. Decision‐making in an inquisitorial system: Lessons from Brazil. Law & Society Review, v. 56, n. 1, p. 101-121, 2022. https://doi.org/10.1111/lasr.12591
RIBEIRO, Ludmila; LAGES, Lívia; DUARTE, Thais. O “feijão com arroz” do sistema de justiça criminal: processamento das prisões em flagrante e do tráfico de drogas em Belo Horizonte. Curitiba: Appris, 2021.
SEMER, Marcelo. A democracia interrompida e o crescimento do estado policial. Rio de Janeiro: Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, 2015. Disponível em: http://www.emerj.tjrj.jus.br/revistaemerj_online/edicoes/revista67/revista67_243.pdf
SILVA, Érika C.; FLAUZINA, Ana Luiza P. A defensoria pública no Brasil: gênero, raça e poder. Direito Público, v. 18, n. 98, 2021.
ULMER, Jeffery T. Criminal courts as inhabited institutions: Making sense of difference and similarity in sentencing. Crime and Justice, v. 48, n. 1, p. 483-522, 2019. https://doi.org/10.1086/701504
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2024 Ludmila Ribeiro, Livia Lages, Julliana Neves

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Todo el contenido de la revista, excepto donde está identificado, está licenciado bajo una licencia Creative Commons del tipo atribución BY.
Sociologias adoptó, hasta dic/2015, la licencia Creative Commons del tipo BY-NC. Desde ene/2016, la licencia en vigor es la del tipo BY.