Tecnociência, democracia e os desafios éticos das biotecnologias no Brasil
Keywords:
Biotecnologias, Biossegurança, Construção social do risco, Ética ecocentrada, DemocraciaAbstract
O crescente questionamento das idéias evolucionistas e das grandes narrativas que serviram de suporte, desde os clássicos, aos estudos nas áreas das ciências sociais tem desencadeado reações diversas no âmbito acadêmico. Se as tendências pós-modernas e as teses do fim da História se situam legitimamente neste espaço de possibilidades, não menos influentes são as propostas de releitura da realidade em que vivemos, a partir do projeto moderno e sua radicalização. É dentro deste último empreendimento que Anthony Giddens propõe a perspectiva de um novo pacto de segurança ontológica, que passa a ser construído em um mundo de sistemas abstratos que precisam ser reencaixados em dimensões globais. As discussões envolvendo as novas biotecnologias, em nível mundial e no Brasil, são reveladoras de características interessantes deste novo momento da humanidade. Os pontos de acesso desencadeados por pavores alimentares e preocupações ambientais fazem, neste sentido, mais do que diminuir a fidedignidade em relação ao conhecimento perito; provocam reordenamentos de implicações éticas, sociais e políticas bastante distintos da “heurística do medo”, proposta pelo filósofo Hans Jonas. Como tais reordenamentos sinalizam para novas tendências no processo de gestão das tecnologias à luz da recente polêmica configurada em torno das novas biotecnologias no Brasil? É sobre esta questão que o presente texto pretende refletir.Downloads
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How to Cite
SOCIOLOGIAS, Comissão Editorial; DA SILVEIRA, Cristiane Amaro; ALMEIDA, Jalcione. Tecnociência, democracia e os desafios éticos das biotecnologias no Brasil. Sociologias, [S. l.], v. 10, n. 19, 2008. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/sociologias/article/view/5670. Acesso em: 11 aug. 2026.
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