Justiça, gênero e famílias em O direito da liberdade, de Axel Honneth

elementos para uma contribuição ao projeto honnethiano

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/18070337-122543

Palavras-chave:

Teoria da Justiça, Famílias, O direito da liberdade, Axel Honneth

Resumo

Se é verdade que o pensamento político ocidental, em geral, tem conservado no anonimato o espaço doméstico e suas implicações público-políticas, mesmo depois das críticas feministas, também é verdade que este não parece ser o caso de Axel Honneth, pelo menos não em O direito da liberdade. Honneth se vale, neste livro, de um método todo próprio – a reconstrução normativa –, que lhe permite destilar critérios de justiça social diretamente das reivindicações normativas que se desenvolveram no interior de um conjunto multifacetado de esferas de ação, aí incluído o domínio das famílias. Neste artigo, procuro mostrar que um projeto normativo desse tipo não só promove a reflexão sobre as conexões entre justiça e famílias, como também suscita análises mais robustas e mais abrangentes sobre cenários nacionais específicos. Procuro ainda apresentar, por isso mesmo, alguns elementos para uma reconstrução normativa da esfera das famílias no Brasil, não sem chamar a atenção para o que parece um tanto negligenciado pelo próprio Honneth: as implicações muito desiguais da divisão sexual do trabalho para mulheres, homens e crianças. Procuro argumentar, por fim, que o programa honnethiano muito ganharia se também dialogasse com os estudos sobre divisão sexual do trabalho.

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Biografia do Autor

Stanley Souza Marques, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutor em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Publicado

10-01-2023

Como Citar

MARQUES, Stanley Souza. Justiça, gênero e famílias em O direito da liberdade, de Axel Honneth: elementos para uma contribuição ao projeto honnethiano. Sociologias, [S. l.], v. 24, n. 61, p. 226–259, 2023. DOI: 10.1590/18070337-122543. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/sociologias/article/view/122543. Acesso em: 3 ago. 2026.