PERCEPÇÕES E DESAFIOS DE PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE FRENTE AO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.54909/sp.v9i1.146185

Palavras-chave:

Enfermagem, Transtorno do Espectro Autista, Atenção Primária à Saúde, Percepção, Sistema Único de Saúde

Resumo

Introdução: A saúde mental é influenciada por fatores biopsicossociais, e o Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresenta desafios específicos no cuidado em saúde. Profissionais de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde (APS) frequentemente enfrentam dificuldades no atendimento a essa população devido à falta de capacitação e de recursos adequados. Objetivo: Compreender as percepções e desafios enfrentados pelos profissionais de Enfermagem na APS no atendimento a pessoas com TEA. Metodologia: Estudo qualitativo realizado com profissionais de Enfermagem que atuavam na APS/Centro de Saúde de município do oeste de Santa Catarina, Brasil. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário eletrônico. Os dados foram analisados pela técnica da análise de conteúdo. Resultados: Participaram do estudo seis profissionais, sendo duas enfermeiras e quatro técnicas/o de Enfermagem, com idade média de 34,8 anos, com mais de cinco anos de experiência profissional. Cinco se identificaram como mulheres e um como homem. A análise revelou três categorias principais: (1) compreensão sobre o TEA e preparo da equipe, destacando a falta de capacitação específica e a necessidade de educação permanente dos profissionais de Enfermagem e de toda a equipe da APS para o cuidado integral às famílias; (2) experiência prática e estratégias de comunicação, evidenciando dificuldades na interação com pessoas com autismo e a importância de abordagens adaptadas às necessidades individuais; e (3) influência do ambiente físico e recursos necessários, demonstrando a necessidade de espaços acolhedores e de investimentos em educação permanente e em infraestrutura para qualificar o cuidado prestado na Estratégia Saúde da Família. Conclusão: A ausência de capacitação e a inadequação do ambiente de atendimento dificultam o cuidado de pessoas com TEA na APS. Para um atendimento mais eficaz, é essencial investir na formação contínua dos profissionais e na adaptação dos espaços físicos, promovendo o cuidado humanizado e inclusivo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Julia Brustolin Prigolli, Unidade Central de Educação Faem Faculdade (UCEFF)

Acadêmica do Curso de Enfermagem na Faculdade Empresarial FAEM Faculdades – Unidade Central de Educação Faem Faculdade (UCEFF), Chapecó, Brasil

Letícia Maria Rostirolla, Unidade Central de Educação Faem Faculdade (UCEFF)

Mestre em Enfermagem pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (UDESC). Professora do Departamento de Enfermagem da Faculdade Empresarial FAEM Faculdades – Unidade Central de Educação Faem Faculdade (UCEFF), Chapecó, Brasil

Patricia Grando, Faculdade Senac Chapecó

Mestre em Enfermagem pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (UDESC). Coordenadora de Enfermagem/RT/AMU - atendimento médico Chapecó. Professora área da saúde - Faculdade Senac Chapecó, Chapecó, Brasil

Downloads

Publicado

2025-05-28

Como Citar

PRIGOLLI, Julia Brustolin; ROSTIROLLA, Letícia Maria; GRANDO, Patricia. PERCEPÇÕES E DESAFIOS DE PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE FRENTE AO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA. Saberes Plurais Educação na Saúde, [S. l.], v. 9, n. 1, p. e146185, 2025. DOI: 10.54909/sp.v9i1.146185. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/saberesplurais/article/view/146185. Acesso em: 3 ago. 2026.