Entre Empatia e Dissecação: o cinema ao vivo de Katie Mitchell

Autores

  • Erica Magris (Université Paris 8 Vincennes Saint-Denis – Paris, França) Université Paris 8 Vincennes Saint-Denis – Paris, França

Palavras-chave:

Cineteatro, Distanciamento, Identificação, Níveis de Presença, Efeito de Subjetividade

Resumo

O artigo examina dois espetáculos da diretora britânica Katie Mitchell no teatro Schaubühne, de Berlim – Fraulein Julie (2010), em colaboração com o videoartista Leo Warner, e Die Gelbe Tapete (2013) – que, como um díptico, exploram a vida íntima de duas mulheres que sofrem por meio de um complexo dispositivo de cineteatro. A simultaneidade de dois planos de presença em cena, o do jogo e o da filmagem, bem como a ação cênica e cinematográfica, produz uma tensão permanente entre efeitos contraditórios – identificação/distanciamento, ontinuidade/descontinuidade, dispersão/concentração – tanto nos atores quanto nos espectadores, criando uma interface flexível que envolve o palco e a plateia, permitindo uma imersão teatral na subjetividade.

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Publicado

2016-04-25

Como Citar

Magris (Université Paris 8 Vincennes Saint-Denis – Paris, França), E. (2016). Entre Empatia e Dissecação: o cinema ao vivo de Katie Mitchell. Revista Brasileira De Estudos Da Presença, 6(2), 186–205. Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/presenca/article/view/64131

Edição

Seção

Cena e Tecnologia