Judicialização como instrumento de garantia da efetividade do Estatuto da Criança e do Adolescente

análise do perfil processual de demandas por saúde pública infanto-juvenil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2317-8558.146075

Resumo

O Estatuto da Criança e do Adolescente está completando 35 anos, sendo revolucionário por alçar as crianças e os adolescente ao posto de sujeitos de direito, retirando-as da condição de objetos a serem tutelados. Em conjunto com outras legislações, o Estatuto criou um denso sistema de proteção, com diversos direitos, dentre os quais, o de gozar de saúde e bem-estar com absoluta prioridade. No entanto, após todos esses anos, ainda é necessária a busca pelo poder judiciário garantir para a efetividade do que está garantido em lei. Objetivando entender o fenômeno da judicialização da saúde pública infanto-juvenil, este estudo descritivo transversal quantitativo e retrospectivo analisou 749 processos de competência do Núcleo 4.0 de Saúde da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de Pernambuco, distribuídos no ano de 2023. O perfil traçado aponta que a maioria dos requerentes residia na região metropolitana do Recife, foram patrocinados pela Defensoria Pública e o Estado de Pernambuco foi o ente mais requerido. No mais, a antecipação de tutela foi concedida na maioria dos processos e a inclusão de pareceres técnicos do Natjus foi abaixo do esperado. Concluiu-se que a indexação dos assuntos e classes processuais pode ser aprimorada, pois a maioria dos processos não possuía indicação direta sobre o direito em litígio. Também ficou demonstrado o papel primordial da Defensoria Pública, do Ministério Público e do Poder Judiciário na busca da efetividade do Estatuto. Conhecer o perfil dos processos auxilia no entendimento da judicialização e subsidia políticas públicas e judiciárias.

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Biografia do Autor

Márcio Calaça, Universidade de Pernambuco - UPE

Mestrando em Perícias Forenses - Universidade de Pernambuco, desde 2024. Pós-graduado em Direto da Saúde - Escola Judicial de Pernambuco (ESMAPE), 2020. Pós-graduado em Língua Portuguesa e Produção Textual com Ênfase em Linguagem Jurídica - FACOTTUR, 2015. Graduado em Direito - UNIAESO, 2009. Funcionário Público do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco no cargo de Oficial de Justiça, desde 2015

Dra. Adriana Conrrado, Universidade de Pernambuco - UPE

Graduação em Enfermagem pela Fundação do Ensino Superior de Pernambuco (1990); Especialização em CTI e Emergências para Enfermeiros (1993); Especialização em Educação Profissional na área de Saúde (2003); Especialização em Docência na Saúde (2015); Mestrado em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz - Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (2007); Doutorado em Saúde Materno Infantil pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (2012). Professor Associado - Livre Docência da Universidade de Pernambuco (2019); Docente na graduação em Enfermagem (área de Emergência e Cuidados Intensivos); Docente do Programa de Perícias Forenses ? UPE; Preceptora da Residência de Enfermagem em Doenças Infecto Contagiosa; Membro da Comissão de Perícias Forenses (interdisciplinar) da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional/Pernambuco; Coordenador do Programa de Pericias Forenses da Faculdade de Odontologia de Pernambuco - Universidade de Pernambuco. Tem experiência na área de Emergência (atendimento pré-hospitalar e hospitalar); Cardiologia; Doenças Infecto Parasitarias; Violência; Auditoria e Gestão; Riscos/Saúde do Trabalhador.

Ma. Isadora Davi, Universidade de Pernambuco - UPE

Possui Mestrado em Perícias Forenses pela Universidade de Pernambuco, 2023. Pós-graduação em Gestão Industrial Farmacêutica pela Instituição de Ensino UNESA-RJ, 2015. Bacharelado em Farmácia Generalista pela Instituição de Ensino FASA-MG, 2012. Servidora Pública do Estado de Alagoas - Perita Criminal, desde 2024. Membro colaboradora da Comissão de Perícias Forenses-CPF da OAB-PE.

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Publicado

2025-09-01

Como Citar

Calaça da Silva Junior, M. J., Conrado de Almeida, A., & Davi de Souza, I. D. (2025). Judicialização como instrumento de garantia da efetividade do Estatuto da Criança e do Adolescente : análise do perfil processual de demandas por saúde pública infanto-juvenil. Cadernos Do Programa De Pós-Graduação Em Direito – PPGDir. UFRGS, 20(1), 111–136. https://doi.org/10.22456/2317-8558.146075