Aspectos ginecológicos e frequência de infecções do trato genital inferior em pacientes adolescentes e adultas: existem diferenças?

Autores

  • Juliana Barroso Zimmermmann Universidade Fderal de Juiz de Fora
  • Thaciana Abreu Machado Faculdade de Medicina de Barbacena
  • Diana Alvarenga Bastos Faculdade de Medicina de Barbacena
  • Heloísa Cristina Góis Santos Faculdade de Medicina de Barbacena
  • Rodrigo Biscoula Simão Faculdade de Medicina de Barbacena

Palavras-chave:

serviços de saúde para adolescentes, saúde do adolescente, neoplasias do colo do útero, doenças sexualmente transmissíveis

Resumo

Introdução: As adolescentes merecem atenção especial em saúde pública, pois ao iniciar atividade sexual se expõem aos riscos das DSTs, da gravidez indesejada, do câncer cervical e de outras doenças inflamatórias pélvicas.

Objetivos: Avaliar os aspectos ginecológicos e a frequência de infecções do trato genital inferior em adolescentes.

Métodos: Trata-se de um estudo de caso-controle, onde foram estudadas pacientes adolescentes (n=68) e adultas (n=112) atendidas em uma clínica privada, que presta atendimento em ginecologia e obstetrícia. Excluíram-se aquelas que apresentavam qualquer tipo problema que impossibilitasse a realização dos exames necessários (sangramento genital, uso de cremes ou gel vaginal ou relação sexual em intervalo inferior a 72 horas da consulta médica) e as que não assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). As pacientes foram submetidas à anamnese e exame físico, com coleta de material para a realização de citologia, exame a fresco e pesquisa do DNA do Papilomavírus humano (HPV), pela técnica de captura híbrida II. Quando necessário realizou-se a biópsia de colo uterino, guiada pela colposcopia. No teste de significância estatística das diferenças observadas na análise, utilizou-se o teste do qui-quadrado e/ou o teste T de Student, dependendo da natureza dos dados comparados. O nível de significância adotado na análise foi de 5%.                                                         

Resultados: A frequência de infecção pelo HPV diagnosticada pela captura híbrida foi de 47,3% para as pacientes adultas e de 35,3% para as adolescentes (p=0,42). A frequência de neoplasia intraepitelial de alto grau foi mais frequente em pacientes adultas, mas as adolescentes apresentaram 19% de neoplasia intraepitelial cervical diagnosticada pela histopatologia.

Conclusão: Identificou-se percentual elevado de neoplasia intraepitelial cervical em adolescentes, o que pode estar associado ao comportamento de risco deste grupo, com trocas frequentes de parceiros e prática do sexo sem proteção.

Palavras-chave: serviços de saúde para adolescentes; saúde do adolescente; neoplasias do colo do útero; doenças sexualmente transmissíveis.

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Biografia do Autor

Juliana Barroso Zimmermmann, Universidade Fderal de Juiz de Fora

Professora Adjunta do Departamento Materno Infantil da Universidade Federal de Juiz de Fora

Chefe do Serviço de Gestação de Alto Risco da UFJF

Doutora em Medicina pela UFMG

Thaciana Abreu Machado, Faculdade de Medicina de Barbacena

Estagiária do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Barbacena

Diana Alvarenga Bastos, Faculdade de Medicina de Barbacena

Estagiária do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Barbacena

Heloísa Cristina Góis Santos, Faculdade de Medicina de Barbacena

Estagiária do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Barbacena

Rodrigo Biscoula Simão, Faculdade de Medicina de Barbacena

Estagiário do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Barbacena

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Publicado

2012-07-20

Como Citar

1.
Zimmermmann JB, Machado TA, Bastos DA, Santos HCG, Simão RB. Aspectos ginecológicos e frequência de infecções do trato genital inferior em pacientes adolescentes e adultas: existem diferenças?. Clin Biomed Res [Internet]. 20º de julho de 2012 [citado 25º de setembro de 2022];32(2). Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/hcpa/article/view/28239

Edição

Seção

Artigos Originais

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