ENTRE MUROS DE DIAGNÓSTICOS E GRADES DE SILÊNCIOS: Freud, Lacan e a Psicanálise como Resistência à Psiquiatria

Autores

Palavras-chave:

psicanalise, psiquiatria, resistência

Resumo

O artigo analisa como a psicanálise, desde sua fundação com Sigmund Freud até as reformulações de Jacques Lacan, constituiu-se como um campo de saber e prática em oposição crítica à psiquiatria organicista predominante. Parte-se do contexto histórico do final do século XIX, em que a psiquiatria buscava causas biológicas para as afecções mentais, para mostrar como Freud rompeu com esse modelo ao introduzir o inconsciente como fator etiológico dos sintomas psíquicos. Em seguida, discute-se o “retorno a Freud” proposto por Lacan, que radicalizou as distinções entre psicanálise e psiquiatria, enfatizando a centralidade da linguagem, a estrutura do sujeito e a ética da escuta clínica. O texto evidencia as implicações dessa oposição para a compreensão do sofrimento psíquico e para a prática clínica contemporânea, apontando a relevância da psicanálise como um dispositivo crítico frente às lógicas medicalizantes da saúde mental.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2025-04-01

Como Citar

Carioca de Oliveira, J., & dos Santos Mello, R. (2025). ENTRE MUROS DE DIAGNÓSTICOS E GRADES DE SILÊNCIOS: Freud, Lacan e a Psicanálise como Resistência à Psiquiatria . EVOCATIO: Revista Luso-Brasileira De Filosofia, Artes E Cultura - ISSN: 2965-4254, 5(13). Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/evocatio/article/view/150177

Artigos Semelhantes

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.