Ética Intercultural e Direitos Humanos
Resumo
É inegável o dilema acerca da compreensão de direitos humanos numa perspectiva universal frente os desafios das diversidades culturais. Embora seja prudente que existam valores que devam ser considerados universais, não podemos fechar os olhos paras as diferenças. Tal é a reconstrução necessária acerca do atual paradigma de direitos humanos. Produz-se, pois, uma nova cultura de amplitude de direitos e de compreensões voltadas para afirmações das diferenças. Esse processo de gestação pode ser traduzido numa política de resistência cultural, associada à ideia de isonomia, que requer tratamento igual, no sentido do respeito aos direitos de todos. A filosofia em seu horizonte intercultural e ético enfrenta esse desafio de reunir experiências culturais diferentes para conduzir um que fazer de acordo com as circunstâncias históricas dos sujeitos da práxis. No primeiro passo será apresentado o cenário e os desafios da nossa época - marcada por grandes perplexidades e de contradições. Num segundo momento queremos trazer uma rápida abordagem sobre a origem histórica e filosófica dos Direitos Humanos. E num terceiro passo, consideramos como tarefa fundamental uma breve apresentação da concepção de interculturalidade, ou dito mais especificamente, da Filosofia e da Ética Intercultural, enquanto referencial crítico dos direitos humanos fundamentais.