CEMITÉRIOS MUÇULMANOS EM RABAT, MARROCOS: Territorialização espiritual na paisagem urbana

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Resumo

O artigo analisa os cemitérios muçulmanos de Rabat (Marrocos) como espaços de territorialização espiritual, integrados à paisagem urbana, à memória coletiva e à teologia da morte. A partir de fotografias de campo e de uma descrição densa, evidencia como a repetição de lápides caiadas, a orientação das sepulturas para Meca, a simplicidade material e o simbolismo da cor branca configuram uma estética funerária marcada pela humildade e pela transcendência. O estudo mobiliza autores árabes e magrebinos em diálogo com a antropologia interpretativa para mostrar que o cemitério não é resíduo da cidade moderna, mas um marco urbano ativo que sacraliza o solo, organiza sociabilidades e mantém viva a memória comunitária. São explorados também os rituais de morte e luto, as práticas de gênero (como o luto em branco das viúvas) e os circuitos de solidariedade (zakat e caridade), concluindo que esses espaços funcionam como infraestrutura moral e espiritual da cidade.

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Biografia do Autor

Ronald Lopes de Oliveira, Coletivo de Pesquisa Ativista Psicanálise Educação e Cultura

Psicanalista Peripherico e Doutorando em História pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro

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Publicado

2025-08-01

Como Citar

de Oliveira, R. L. (2025). CEMITÉRIOS MUÇULMANOS EM RABAT, MARROCOS: Territorialização espiritual na paisagem urbana. EVOCATIO: Revista Luso-Brasileira De Filosofia, Artes E Cultura - ISSN: 2965-4254, 5(14). Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/evocatio/article/view/150190