A produção do fracasso escolar nos discursos das reformas educacionais
DOI:
https://doi.org/10.1590/2175-6236129615vs01Palavras-chave:
Fracasso Escolar, Qualidade da Educação, Estatísticas, Reformas Educacionais, BNCCResumo
O artigo problematiza as premissas da renovação escolar a partir dos diagnósticos que caracterizam a dita má qualidade da escola pública. Dentre os investimentos realizados, discute-se a hipótese de que os projetos reformadores acionam lógicas que produzem o fracasso escolar. A abordagem traz indícios de que a afirmação do fracasso, vinculado à inadequada aprendizagem estudantil, foi condicionada pelas configurações atuais da escola e pela disposição de sofisticados instrumentos estatísticos. Conclui alegando que a fabricação de expectativas de aprendizagem atreladas à idade e série estabelece uma normalidade de desempenhos que direcionam investimentos em um tipo específico de educação e de sujeito a ser formado.
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