Ressignificando a concepção de conselho de classe:
a (auto)biografia nos territórios da docência
Abstract
O presente artigo tem por objetivo refletir sobre a ressignificação da concepção de conselho de classe nos territórios da docência. Para compor a tessitura teórica, apropriamos das considerações de Ângela Dalben (1995, 2006), Benigna Villas Boas (2014), Cipriano Luckesi (2018), Maria Teresa Esteban e Bruna Pina (2021), Paulo Freire (2015), Rejane Alves (2020), Rosaria Boldarine, Raquel Barbosa e Sérgio Annibal (2017) e Rubia Magnata e Ana Lúcia dos Santos (2015). A partir dos entendimentos de Antônio Chizzotti (2008), Elizeu Clementino de Souza (2006, 2008, 2017), Maria Passeggi (2017) e Josélia Neves (2010), os caminhos docentes são explorados por meio da abordagem qualitativa e da (auto)biografia. Buscamos o estudo dos processos inscritos construídos nas experiências vividas e as suas inferências a respeito dos olhares da professora-pesquisadora-narradora. Para tanto, utilizamos as narrativas organizadas nas dimensões pedagógica e acadêmica como corpus de análise que, por sua vez, foram registradas em um diário reflexivo. Os resultados mostram as primeiras concepções de conselho de classe direcionadas a um lugar que privilegia os resultados, as notas e a definição pelas aprovações e reprovações dos/as estudantes. Mais adiante, perspectivas outras surgem e defendem o entendimento de uma prática interessada no acompanhamento das aprendizagens e nas intervenções.