O “DESAFIO ESTILÍSTICO”: UMA REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE (IN)TRADUZIBILIDADE E TRADUÇÃO LITERÁRIA A PARTIR DA LINGUÍSTICA/POÉTICA DE ROMAN JAKOBSON

Autores/as

  • Giorgio Sinedino universidade de macau

Resumen

Baseado num conjunto de textos fundamentais da linguística e poética de Roman Jakobson, este artigo esboça uma teoria da (in)traduzibilidade, com aplicação no campo da tradução literária. Jakobson defende que o signo é traduzível por definição, com ressalva feita para a poesia. Tal tensão entre semiótica e poética define o “desafio estilístico” da tradução. Ao questionar a arbitrariedade do signo e a linearidade do significante, Jakobson consegue ampliar o âmbito de análise do signo linguístico para a língua literária, tratando de aspectos sintáticos e estilísticos. Em sua lição, sintagma e paradigma são independentes, permitindo esquematizar efeitos e valores expressivos – as “figuras de gramática” e “figuras de som”. Desta forma, é possível equacionar o “desafio estilístico”, oferecendo-se ferramentas de análise para que se busquem equivalências, analogias, etc., formas de “traduzir/transladar” enunciados literários. No entanto, a doutrina de Jakobson não contempla outras questões centrais para a tradução literária, p.ex., os critérios para a explicar preferências estéticas no tempo (estilos de época) ou os meios de selecionar obras literárias de autoridade (cânone).

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Publicado

2024-05-19

Cómo citar

Sinedino, G. (2024). O “DESAFIO ESTILÍSTICO”: UMA REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE (IN)TRADUZIBILIDADE E TRADUÇÃO LITERÁRIA A PARTIR DA LINGUÍSTICA/POÉTICA DE ROMAN JAKOBSON. Cadernos De Tradução, 1(50). Recuperado a partir de https://seer.ufrgs.br/index.php/cadernosdetraducao/article/view/136705