A racialização da criminologia e da educação no trato da infância brasileira: contribuições para uma história decolonial

Autores

  • Cynthia Greive Veiga Universidade Federal de Minas Gerais
  • Fernanda Daniele de Abreu Pereira Universidade Federal de Minas Gerais

Resumo

O artigo discute a criminalização de crianças e adolescentes pretos em legislações e obras de criminologistas, produzidas em fins do século XIX e início do XX, e nas proposições pedagógicas de regeneração pelo trabalho. Nesse recorte temporal, são analisados o Código Penal de 1890 e o Código de Menores de 1927. Toma-se como hipótese a estreita relação entre a racialização criminal e a divisão racial da educação, com a oferta de escolarização diferenciada em instituições disciplinares, onde o trabalho obrigatório apresentava-se como pedagogia regeneradora. Selecionou-se como fontes documentais: legislações, imprensa e obras de época, tendo como referenciais teóricos os autores Norbert Elias e Anibal Quijano. Pretende-se problematizar as possibilidades de uma história decolonial da educação da infância que dê visibilidade à tradição longeva da criminalização da infância preta, e da divisão racial da educação pela oferta desigual de escolarização.

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Biografia do Autor

Cynthia Greive Veiga, Universidade Federal de Minas Gerais

Professora titular da Faculadade de Educação da UFMG

Professora e pesquisadora de Historia da Educação

Fernanda Daniele de Abreu Pereira, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutoranda em Educação. Faculdade de Educação. Universidade Federal de Minas Gerais

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Publicado

2025-09-22

Como Citar

Veiga, C. G., & de Abreu Pereira, F. . D. (2025). A racialização da criminologia e da educação no trato da infância brasileira: contribuições para uma história decolonial. Revista História Da Educação, 29. Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/asphe/article/view/143020

Edição

Seção

Artigo / Article / Artículo