As políticas governamentais para a formação de professores para a alfabetização de pessoas jovens e adultas na ditadura militar (1964-1985)
Resumo
Este artigo analisa as políticas de alfabetização de jovens e adultos na ditadura militar brasileira (1964-1985),
com foco na formação de professores como eixo interpretativo. Reconstrói o contexto pré-1964, marcado pela experiência de Paulo Freire em Angicos (RN) e o Programa Nacional de Alfabetização (PNA) de João Goulart. A interrupção autoritária, com repressão a educadores e movimentos, tornou a alfabetização campo de disputa política. O regime substituiu o PNA pelo MOBRAL, apropriando-se seletivamente da metodologia freireana, esvaziando sua crítica. O MOBRAL impôs visão funcional da alfabetização, redefinindo formação docente, currículos e materiais pela ideologia de segurança nacional. Metodologicamente, compara-se análise documental e de materiais do PNA e MOBRAL, evidenciando tensão entre alfabetização emancipatória e controladora, e projetos antagônicos de educação e sociedade.
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