Emissões de CO2 de sistemas de revestimento de argamassa: estudo de caso de aplicação de argamassa projetada comparativamente à aplicação convencional

Autores

  • Hiago Ribeiro Albuquerque Universidade de Brasília
  • Júlia Lira Universidade de Brasília
  • Rosa Maria Sposto Universidade de Brasília

Palavras-chave:

argamassa, sistema de revestimento, emissões de CO2, ACVCO2.

Resumo

O processo de produção de edificações contribui significativamente para os impactos ambientais, em especial pelas emissões de gases de efeito estufa (GEE). O revestimento de argamassa ainda é frequentemente realizado de forma convencional no Brasil, apesar da busca do setor pela maior racionalização do processo de produção. É de muita valia analisar os impactos decorrentes da fase de aplicação, buscando alternativas que possam minimizar as emissões de gases poluentes. Nessecontexto, este trabalho tem por objetivo levantar as emissões de CO2 a partir da avaliação de ciclo de vida de emissões de CO2 (ACVCO2) entre duas técnicas de aplicação da argamassa: projetada e convencional. A metodologia tem como base um estudo de caso de uma edificação em Brasília,DF, a partir da simulação da execução das técnicas de revestimento analisadas. A ACVCO2 se restringiu à fase de aplicação do sistema de revestimento. Os resultados indicaram que o reboco projetado apresentou menor percentual de emissão de CO2, sendo 50% inferior ao método convencional. Mesmo com o aumento do gasto energético pela utilização de equipamentos, a redução das perdas da técnica de aplicação projetada se mostrou favorável em relação à redução das emissões associadas, sendo um incentivo à difusão de técnicas de construção racionalizadas.

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Biografia do Autor

Hiago Ribeiro Albuquerque, Universidade de Brasília

Mestrando em Construção Civil pelo Programa de Pós-Graduação em Estruturas e Construção Civil (PEEC), do departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB), Brasília-DF.

Júlia Lira, Universidade de Brasília

Doutoranda em Construção Civil pelo Programa de Pós Graduação em Estruturas e Construção Civil (PEEC), Universidade de Brasília (UnB), Brasília-DF

Rosa Maria Sposto, Universidade de Brasília

Profª Doutora pelo Programa de Pós Graduação em Estruturas e Construção Civil (PEEC), Universidade de Brasília (UnB), Brasília-DF

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Publicado

2018-10-16