A influência da Ambiência nos Estados Meditativos na percepção de terapeutas de Saúde Integrativa
Palavras-chave:
arquitetura de instituições de saúde, ambiência terapêutica, saúde integrativa, estados meditativos, relaxamentoResumo
A concepção dos ambientes terapêuticos de Práticas Integrativas e Complementares de saúde (PIC) deve atender às suas necessidades específicas, distintas dos ambientes da medicina contemporânea convencional. Sendo a meditação uma das técnicas mais aplicadas nesse contexto e muito estudada cientificamente, esta pesquisa, exploratória e qualitativa, teve como objetivo conhecer a percepção dos terapeutas de PIC sobre a influência da ambiência nos estados meditativos. O escopo teórico transdisciplinar contempla Psicologia Ambiental, Humanização de Ambientes de Saúde e Neurociência aplicada à Arquitetura. Foram utilizadas técnicas de pesquisa elucidativas da interação humano-ambiental, como questionário e entrevista semi-estruturada, em uma amostra de quinze terapeutas. Os dados coletados foram tratados com análise de conteúdo. Os resultados indicam que, na percepção dos terapeutas, a ambiência pode influenciar os estados meditativos por meio de Atributos Tangíveis e/ou Observáveis (Aroma, Arte, Configurações Espaciais, Cores e Materiais, Iluminação, Limpeza, Mobiliário, Natureza, Organização, Privacidade, Sons, Temperatura e Vista para o Exterior) e de Atributos Intangíveis e/ou Não-observáveis (Acolhimento, Atmosfera e Energia do Ambiente). O tamanho da amostra e a representatividade limitada de especialidades de PIC impede uma generalização indiscriminada dos resultados, embora os mesmos possam se desdobrar em futuras pesquisas e contribuir na idealização de ambientes terapêuticos afins.
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