A influência da Ambiência nos Estados Meditativos na percepção de terapeutas de Saúde Integrativa

Autores

Palavras-chave:

arquitetura de instituições de saúde, ambiência terapêutica, saúde integrativa, estados meditativos, relaxamento

Resumo

A concepção dos ambientes terapêuticos de Práticas Integrativas e Complementares de saúde (PIC) deve atender às suas necessidades específicas, distintas dos ambientes da medicina contemporânea convencional. Sendo a meditação uma das técnicas mais aplicadas nesse contexto e muito estudada cientificamente, esta pesquisa, exploratória e qualitativa, teve como objetivo conhecer a percepção dos terapeutas de PIC sobre a influência da ambiência nos estados meditativos. O escopo teórico transdisciplinar contempla Psicologia Ambiental, Humanização de Ambientes de Saúde e Neurociência aplicada à Arquitetura. Foram utilizadas técnicas de pesquisa elucidativas da interação humano-ambiental, como questionário e entrevista semi-estruturada, em uma amostra de quinze terapeutas. Os dados coletados foram tratados com análise de conteúdo. Os resultados indicam que, na percepção dos terapeutas, a ambiência pode influenciar os estados meditativos por meio de Atributos Tangíveis e/ou Observáveis (Aroma, Arte, Configurações Espaciais, Cores e Materiais, Iluminação, Limpeza, Mobiliário, Natureza, Organização, Privacidade, Sons, Temperatura e Vista para o Exterior) e de Atributos Intangíveis e/ou Não-observáveis (Acolhimento, Atmosfera e Energia do Ambiente). O tamanho da amostra e a representatividade limitada de especialidades de PIC impede uma generalização indiscriminada dos resultados, embora os mesmos possam se desdobrar em futuras pesquisas e contribuir na idealização de ambientes terapêuticos afins.

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Biografia do Autor

Mariana Silva Villela, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Mestra em Arquitetura e Urbanismo pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (Pós-ARQ), na Área de Concentração em Projeto e Tecnologia do Ambiente Construído (linha de pesquisa Métodos e Técnicas Aplicados ao Projeto de Arquitetura e Urbanismo), no Centro Tecnológico (CTC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Lizandra Garcia Lupi Vergara, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Arquiteta e Urbanista e Engenheira de Segurança do Trabalho, com Mestrado (2001) e Doutorado (2005) na área de Ergonomia pela Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Pós-Doutorado pela University of Illinois at Urbana-Champaign, EUA (2022). Professora da Engenharia de Produção da UFSC desde 2010, atuando na Graduação (DEPS) e nas Pós-graduações da Engenharia de Produção (PPGEP) e Arquitetura e Urbanismo (PosARQ). É Supervisora do Laboratório de Ergonomia (LABERGO) e do Laboratório de Tecnologia Assistiva e Ergonomia (LABTAE) da UFSC, e Líder do grupo de pesquisa GMETTA - Grupo Multidisciplinar de Ergonomia do Trabalho e Tecnologias Aplicadas (UFSC-CNPq). Bolsista CNPq em Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora - DT 2. Membro da Diretoria (Vice-Presidente) da Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO) sendo Ergonomista Sênior Certificada, Membro do SisCEB e Coordenadora do Comitê Técnico da ABERGO - GT de Ergonomia do Ambiente Construído e Acessibilidade. Áreas de atuação na docência e pesquisas: Ergonomia na Saúde e Segurança, Acessibilidade, Lean-Ergonomics, Experiência do Usuário, Tecnologia Assistiva e Envelhecimento Saudável.

Maíra Longhinotti Felippe, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Arquiteta e Urbanista (UFSC, 2001), Mestra em Psicologia (UFSC, 2010) e Doutora em Tecnologia da Arquitetura (Università degli Studi di Ferrara, Itália, 2015). Possui pós-doutorado em Psicologia (UFSC, 2016-2018) e em Arquitetura e Urbanismo (UFSC, 2019). Professora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo e do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PósARQ) da Universidade Federal de Santa Catarina. Professora na Especialização em ATHIS - Residência em Arquitetura e Urbanismo - vinculada ao Centro Tecnológico da UFSC. Atualmente é Coordenadora do PósARQ e do Laboratório de Psicologia Ambiental - LAPAM/UFSC. Representante do Centro Tecnológico na Câmara de Pós-Graduação da UFSC. Desde 2018, participa do Grupo de Trabalho em Psicologia Ambiental da ANPEPP (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia). Integrou a primeira Diretoria da Associação Brasileira de Psicologia Ambiental e Relações Pessoa-Ambiente (Gestão 2018-2021), tendo sido membro da comissão para a sua fundação. Tem experiência no campo da Psicologia Ambiental, especificamente nos seguintes temas: cuidado ambiental, apego ao lugar, linguagem e significado ambiental, ambientes restauradores. Dedica-se ao estudo das relações pessoa-ambiente aplicado ao planejamento ambiental.

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Publicado

22.05.2025

Como Citar

VILLELA, Mariana Silva; VERGARA, Lizandra Garcia Lupi; FELIPPE, Maíra Longhinotti. A influência da Ambiência nos Estados Meditativos na percepção de terapeutas de Saúde Integrativa. Ambiente Construído, [S. l.], v. 25, 2025. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/ambienteconstruido/article/view/144029. Acesso em: 3 ago. 2026.

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