Pegada de CO2 da madeira nativa destinada à construção civil proveniente de diferentes tipos de exploração florestal

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Palavras-chave:

Madeira nativa, Exploração florestal, Pegada de carbono, Construção civil, Ciclo de Vida

Resumo

O uso da madeira é frequentemente apontado como uma estratégia de descarbonização para a construção. Entretanto, a pegada de CO2 da madeira nativa, ou seja, que são as emissões decorrentes da sua exploração florestal, transporte e beneficiamento, depende do tipo de manejo florestal. Este estudo quantifica a pegada de CO2 da madeira nativa serrada bruta, proveniente de três tipos de exploração florestal: manejo sustentável, manejo convencional e extração seletiva convencional (desmatamento). Analisaram-se as emissões de CO2 da exploração florestal até o término do beneficiamento da madeira, com dados da literatura e do Sistema de Informação do Desempenho Ambiental da Construção. A pegada de CO2 da madeira serrada bruta varia entre 25 e 19.860 kg CO2/m3, com os menores valores para a madeira de manejo sustentável e os maiores para a madeira de extração seletiva convencional. Além disso, a madeira manejada estoca temporariamente, em sua estrutura celular, ~353 kgC/m3. Madeiras nativas de manejo florestal sustentável podem contribuir com a descarbonização dos edifícios, enquanto as madeiras de manejo convencional e, sobretudo, de desmatamento são fontes expressivas de CO2 dentro do seu ciclo de vida.

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Publicado

11.01.2024

Como Citar

OLIVEIRA, C. G. de; PUNHAGUI, K. R. G.; OLIVEIRA, L. S.; SILVA, F. B. Pegada de CO2 da madeira nativa destinada à construção civil proveniente de diferentes tipos de exploração florestal. Ambiente Construído, [S. l.], v. 24, 2024. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/ambienteconstruido/article/view/131844. Acesso em: 14 abr. 2024.

Edição

Seção

Ambiente Construído: resiliente e sustentável

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