Movimento hackerspace: um estudo sobre a experiência brasileira
DOI:
https://doi.org/10.19132/1808-5245261.161-185Palavras-chave:
Hackerspace, Inovação de base, Ciência cidadã.Resumo
Os hackerspaces fazem parte de fenômeno emergente em todo o mundo de construção de espaços e infraestruturas alternativos de pesquisa, experimentação e aprendizado. Diferenciam-se de outros espaços institucionalmente estabelecidos por seus princípios de autonomia: são financiados e geridos por seus próprios membros e, logo, têm maior liberdade para definirem seus temas e questões. Neste artigo, apresentamos os resultados de pesquisa realizada, em 2017, sobre os hackerspaces brasileiros. Na análise, recorremos à estrutura proposta por Smith et al. (2017) em seu estudo sobre movimentos de inovação de base, organizada em quatro aspectos que se complementam, quais sejam: contexto, enquadramento, espaços e estratégias, e caminhos. Assim, abordamos a história do movimento no Brasil; sentidos e narrativas compartilhados pelos participantes; espaços e estratégias utilizados em sua estrutura e organização; e, finalmente, os estudos de casos selecionados por se articularem com questões da comunidade local. A pesquisa identificou 21 hackerspaces ativos no país em 2017, distribuídos pelas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul. Destes, 16 responderam a um questionário que revelou a diversidade das atividades desenvolvidas e a proximidade dessas iniciativas com a comunidade universitária, dentre outras características. Já os estudos de caso evidenciaram que, além de contribuírem para a mais ampla circulação do conhecimento tecnológico, os hackerspaces também são espaços para o desenvolvimento de práticas e tecnologias que buscam responder a questões sociais e ambientais, como a sustentabilidade no descarte do lixo eletrônico e o monitoramento cidadão do meio ambiente.Downloads
Referências
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