A busca e o eye tracking: um olhar semiótico sobre o knowledge graph
DOI:
https://doi.org/10.19132/1808-5245261.304-326Palavras-chave:
Eye Tracking. Semiótica peirceana. Knowledge Graph. Google. Taxonomia da buscaResumo
O eye tracking é, ao mesmo tempo, uma tecnologia e método de pesquisa utilizado em várias áreas do conhecimento e, recentemente, pela Ciência da Informação. Sua tese principal, formulada por Just e Carpenter (1976), é o strong eye-mind, ou seja, a forte relação entre visualização e processamento da informação. Nessa direção, foi feita uma pesquisa básica, com delineamento experimental, visando avaliar o comportamento de busca em uma Search Engine Results Page do Google, em especial a visualização do Knowledge Graph ‒ ou mapa do conhecimento. A premissa da investigação pautou-se na semiótica peirceana, na qual os signos em um resultado de busca ‒ em maior ou menor medida ‒ podem influenciar escolhas, qualificar resultados, capturar o olhar e ser importantes ou determinantes em uma escolha a partir de uma busca, explicando assim o strong eye-mind. Os resultados demonstraram que a imagem é um atrator cognitivo; no entanto, a escolha depende também de outros fatores, como o tipo de busca e o hábito do sujeito em pesquisas nos mecanismos de busca.
Downloads
Referências
ARRAZOLA, Víctor; MARCOS, Mari-Carmen. Fotografía de prensa y redes sociales: la técnica de Eye Tracking. Ambitos: Revista Internacional de Comunicación, Sevilha, n. 27, p. 1-21, 2014.
BARRETO, Ana. Eye tracking como método de investigação aplicado às Ciências da Comunicação. Revista Comunicando, [S.l.], v. 1, n. 1, p. 168-186, 2012.
BATELLE, John. A busca: como o Google e seus competidores reinventaram os negócios e estão transformando nossas vidas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.
BRODER, Andrei. The Taxonomy of web search. Sigir Forum, [S.l.], v. 36, n. 2, p. 3-10, 2002.
CRUZ, Carla; RIBEIRO, Uirá. Metodologia científica: teoria e prática. 2.ed. Rio de Janeiro: Axcel Books, 2004.
DUCHOWSKI, Andrew. Eye Tracking methodology. 2 ed. Clemson: Springer, 2007.
GOOGLE. The Knowledge Graph. [S.l.], 2012.
JUST, Marcel; CARPENTER, Patrícia. Eye Fixations and Cognitive Processes. Cognitive Psychology, [S.l.], v. 8, p. 441-480, 1976.
HOLMQVIST, Kenneth et al. Eye tracking: a comprehensive guide to methods and measures. Oxônia: Oxford University Press, 2011.
MARCEL, Frank. Rich Snippets - mais informação na Snippet do Google. [S.l.] 13 maio. 2009.
MARCOS, Mari-Carmen; GONZÁLEZ-CARO, Cristina. Comportamiento de los usuarios en la página de resultados de los buscadores: un estudio basado en Eye Tracking. El Profesional de la Información, [S.l.], v. 19, n. 4, p. 348-358, 2010.
MAYNES, Rebecca; EVERDELL, Ian. L’évolution des pages de résultats de recherche Google et leurs effets sur le comportement des utilisateurs. [S.l.]: Mediative, 2014.
MONTEIRO, Silvana et al. Em busca da compreensão da "busca" no ciberespaço. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 12., 2011, Brasília. Anais [...]. Brasília: UnB,. p. 2536-2551, 2011.
MONTEIRO, Silvana Drumond. Knowledge Graph e a significação: novos agenciamentos semióticos dos índices contemporâneos. Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação, João Pessoa, v. 8, n. 2, p. 203-218, 2015.
MONTEIRO, Silvana Drumond; MOURA, Maria. Knowledge Graph e Peirce: uma abordagem semiótica dos índices contemporâneos no ciberespaço. In: TOMAÉL, Maria; ALCARÁ, Adriana (org.). Fontes de informação digital. Londrina: EDUEL. p. 119-146 , 2016.
MONTEIRO, Silvana Drumond; MOURA, Maria Aparecida. Knowledge Graph and 'Sematization' in cyberspace: a study of contemporary indexes. Knowledge Organization, [S.l.], v. 41, n. 1, p. 429-439, 2014.
NÖTH, Winfried. Máquinas semióticas. Galáxia, São Paulo, n. 1, p. 51-73, 2001.
ORTIZ-CHAVES, Laura et al. AdWords, imágenes y ceguera a los banners. Un estudio con eye tracking. El profesional de la información, [S.l.], v. 23, n. 3,79-287, 2014.
PEIRCE, Charles Sanders. Collected papers. Cambrigde: Harvard University Press, c1931.
PEIRCE, Charles Sanders. Collected papers. Cambrigde: Harvard University Press, c1958.
PEIRCE, Charles Sanders. Collected papers. Cambrigde: Harvard University Press, c1902.
PEIRCE, Charles Sanders. Semiótica. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010.
POOLE, Alex; BALL, Linden. Eye Tracking in human-computer interaction and usability research: current status and future prospects. In: GHAOUI, Claude (ed.). Encyclopedia of Human Computer Interaction. Hershey: Idea Group Reference, p. 211-219, 2006.
RODAS, Cecilio; MARCOS, Mari; VIDOTTI, Silvana. Tecnologia de eye tracking em User Experience. In: ENCONTRO NACIONAL DE GESTÃO, POLÍTICAS E TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO, [1], 2014, Goiânia. Anais: tecnologias da informação aplicadas [...]. Goiânia: UFG, p. 1-8, 2014.
RODAS, Cecílio; VIDOTTI, Silvana. Eye tracking em interface do Google: a influência do elemento “rich snippet”. In: SEMINÁRIO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 6., 2016, Londrina. Anais Eletrônicos [...]. Londrina: UEL, 2016. p.
RODAS, Cecilio; VIDOTTI, Silvana. Eye Tracking em User Experience: o que os seus olhos revelam. Brazilian Journal of information science: research trends, Marília, v.10, n. 3, p.112-119, 2015.
RODAS, Cecílio; VIDOTTI, Silvana; MONTEIRO, Silvana. Eye tracking em interface do Google: novos olhares sobre a influência do “rich snippet” na decisão dos usuários. In: ENCONTRO INTERNACIONAL DE DADOS, INFORMAÇÃO E TECNOLOGIA, 3., 2016, Marília. Anais [...]. Marília: Unesp, 2016a.
RODAS, Cecílio; VIDOTTI, Silvana; MONTEIRO, Silvana. Interface do Google e do Yahoo: a experiência do usuário sob o olhar do eye tracking. Informação & Sociedade: Estudos, João Pessoa, v. 26, n. 2, p. 37-50, 2016b.
RODAS, Cecílio et al. Encontrabilidade da Informação: uma análise a partir da tecnologia de Eye Tracking. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 17., 2016, Salvador. Anais [...]. Salvador: UFBA, 2016. p. 3791-3810.
SANGIRARDI, Pedro. Tecnologias cognitivas, comunicação e a crise de representação política. Revista Compolítica, Rio de Janeiro, v. 1, n. 4, p. 218-234, 2014.
SANTAELLA, Lúcia. Matrizes da linguagem e pensamento: sonora visual verbal: aplicações na hipermídia. 3. ed. São Paulo: Iluminuras: FAPESP, 2005.
SANTAELLA, Lúcia. O que é Semiótica. São Paulo: Brasiliense, 1983.
SANTAELLA, Lúcia. A teoria geral dos signos: como as linguagens significam as coisas. São Paulo: Pioneira, 2004.
SANTAELLA, Lúcia; NÖTH, Winfried. Imagem: cognição, semiótica, mídia. São Paulo: Iluminuras, 2009.
SANTARÉM SEGUNDO, José; SOUZA, Jessica; CONEGLIAN, Caio. Web Semântica: introdução a recursos de visualização de dados em formato gráfico. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 16., 2015, João Pessoa. Anais [...] João Pessoa: UFPB, 2015. p.1-17.
SAVAN, David. An introduction to C.S. Peirce’s full system of semiotic. Toronto: Victoria College of the University of Toronto, 1976.
TOBII. User’s Manual Tobii Studio: Version 3.3.1. [S.l.], 2015.
VIDOTTI, Silvana et al. Arquitetura da Informação e Eye Tracking: o que o olhar e os dados revelam. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 17., 2016, Salvador. Anais [...]. Salvador: UFBA, 2016. p. 3736-3754.
WIKIDATA. Sobre a Wikipédia. [S.l.], 2015.
WITTER, Geraldina; PASCHOAL, Giovana. Produção científica na área educacional: realização acadêmica na adolescência. Psicologia em Pesquisa, Juiz de Fora, v. 4, n. 2, p. 135-143, 2010.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2019 Silvana Drumond Monteiro, Cecílio Merlotti Rodas, Silvana Aparecida Borsetti Gregório Vidotti

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution (CC BY 4.0), que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria.
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista, como publicar em repositório institucional, com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Os artigos são de acesso aberto e uso gratuito. De acordo com a licença, deve-se dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Não é permitido aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.