Os arquivos como agentes de memória

os relatórios anuais do Movimento de Justiça e Direitos Humanos de Porto Alegre

Autores

DOI:

https://doi.org/10.19132/1808-5245284.119726

Palavras-chave:

movimentos sociais, Movimento de Justiça e Direitos Humanos, memória, arquivos

Resumo

A proposta deste artigo é discutir os relatórios de atividades anuais do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, do período entre 1979 a 2015, a partir da análise de conteúdo de Laurence Bardin. Consequentemente, essa proposta converteu-se em duas frentes de exploração, sendo que a primeira consistiu de uma análise de conteúdo dos relatórios, o que correspondeu às seguintes categorias analíticas: defesas em prol dos Direitos Humanos; atividades condicionadas a Movimentos Sociais (exceto as de defesa em prol dos Direitos Humanos); e promoção e campanhas. Essa primeira análise resultou no enfoque das atividades do Movimento, ou seja, evidenciou seu papel na luta pelos direitos humanos. A segunda parte da análise correspondeu exatamente ao propósito da pesquisa, ou seja, relacionar o papel dos arquivos de movimentos sociais no Brasil, no caso do Movimento, com a memória e os arquivos. Portanto, essa documentação presente no acervo do Movimento faz desse lugar uma ferramenta social e uma fonte de dados e de resguardo da verdade por documentos que têm o caráter de testemunho e de prova de que aqueles fatos ocorreram. Além de ser um instrumento social, o arquivo do Movimento é um lugar que mantém em exercício a memória, evitando que se torne ausente e, consequentemente, se torne esquecimento.

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Biografia do Autor

Roberta Pinto Medeiros, Universidade Federal do Rio Grande

Professora Adjunta no Instituto de Ciências Humanas e da Informação da Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Possui graduação em Arquivologia pela UFRGS (2010). Especialização em Gestão em Arquivos pela UFSM (2012). Mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural pela UFPel (2015). Doutora em Memória Social pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - Unirio (2020). Pesquisadora no Grupo de Pesquisa Registros Visuais e Sonoros: Arquivo e Memória da Unirio. Líder do Grupo de Pesquisa - Arquivologia e Memória: documentos e identidade. Tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em Arquivologia, atuando principalmente nos seguintes temas: memória, identidade, arquivos, movimentos sociais e fotografia.

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Publicado

2022-09-27

Como Citar

MEDEIROS, R. P. Os arquivos como agentes de memória: os relatórios anuais do Movimento de Justiça e Direitos Humanos de Porto Alegre. Em Questão, Porto Alegre, v. 28, n. 4, p. 119726, 2022. DOI: 10.19132/1808-5245284.119726. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/119726. Acesso em: 3 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigos