Educação linguística antirracista e a BNCC
habitando rachaduras, construindo conhecimentos
DOI:
https://doi.org/10.22456/2595-4377.153861Palavras-chave:
Inglês como língua adicional, Educação para as relações étnico-raciais, Educação linguística antirracista, Base Nacional Comum CurricularResumo
Este artigo problematiza a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no que concerne ao ensino de inglês como língua adicional (ILA), analisando seus tensionamentos com perspectivas críticas de educação, linguagem e justiça social. Partindo de críticas à racionalidade neoliberal presente no documento, discute-se a ausência de centralidade das relações étnico-raciais no componente curricular e seus impactos na construção de currículos mais plurais e socialmente comprometidos. Ancorado em referenciais da educação linguística, da educação para as relações étnico-raciais (ERER) e em perspectivas decoloniais, o trabalho propõe habitar as fissuras da BNCC como possibilidade de ação pedagógica ética e política. Nesse movimento, são apresentadas atividades organizadas em torno do gênero biografia e das temáticas de gênero e raça, concebidas como parte de um projeto de ensino voltado ao Ensino Médio. As propostas buscam mobilizar práticas dialógicas, ampliar repertórios culturais e problematizar desigualdades historicamente naturalizadas no espaço escolar. Por fim, o artigo articula teoria e prática ao evidenciar como tais atividades dialogam com os princípios da educação integral e da interculturalidade previstos no documento, defendendo uma educação linguística antirracista comprometida com a construção de conhecimentos social e racialmente significativos.
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