“Deixa a gente adivinhar”

o que a escola faz com o pensamento?

Autores

  • Cátia Silene Morera Prefeitura Municipal de São Leopoldo - SMED

DOI:

https://doi.org/10.22456/2595-4377.149261

Palavras-chave:

Pensamento Escolar, Cultura da Resposta Certa., Pedagogia Crítica.

Resumo

Este ensaio parte de uma cena vivida em sala de aula, quando um estudante do 5º ano pediu para “adivinhar” a resposta antes que fosse explicada. A partir desse episódio, discute-se o lugar que o pensamento ocupa na escola, problematizando uma cultura escolar moldada pela lógica da resposta certa, pela performatividade e pela racionalidade neoliberal. Com base em Freire (2001; 2003; 2011. 2021), Larrosa Bondía (2002), Vygotsky (1998; 2001), Dardot e Laval (2016), defende-se que pensar é prática ética, política e formativa essencial, distinta de adivinhar, e que requer tempo, erro, dúvida e elaboração. A análise mostra que, embora o discurso pedagógico proclame a formação de sujeitos críticos, a organização escolar frequentemente prioriza reprodução e desempenho, silenciando a reflexão. O texto propõe que sustentar o pensamento na Educação Básica implica criar ambientes que acolham inacabamento, perguntas e hipóteses, tensionando currículos prescritivos e avaliações que reforçam o adestramento. Escutar o “deixa a gente adivinhar” como anúncio de desejo e não como exceção é passo para construir uma escola em que pensar não dependa de permissão, mas seja direito cotidiano.

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Biografia do Autor

Cátia Silene Morera, Prefeitura Municipal de São Leopoldo - SMED

Mestra em Educação, professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS - Campus Vacaria).

Referências

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Publicado

11-08-2026

Como Citar

MORERA, Cátia Silene. “Deixa a gente adivinhar”: o que a escola faz com o pensamento?. Cadernos do Aplicação, Porto Alegre, v. 39, n. 1, 2026. DOI: 10.22456/2595-4377.149261. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/CadernosdoAplicacao/article/view/149261. Acesso em: 13 ago. 2026.