Padre Matria (Meu inimigo, o ícone)

Luis Camnitzer

Resumo


O artigo aborda, pela perspectiva dos estudos decoloniais, a transformação, pela arte, do ícone linguístico “madre patria” – que se refere à Espanha em relação aos países colonizados pelos espanhóis. Considerando que a linguagem sempre serve ao colonizador, o texto mostra que esse termo dissimula a situação política de submissão do colonizado, ao ressaltar um aspecto positivo, qual seja, um lugar acolhedor para onde sempre se pode retornar. Em “Padre Matria”, num jogo de palavras, o ícone “madre patria” é desconstruído, desnudando a metáfora original e eliminando a hipocrisia da benevolência do colonizador. O texto reflete sobre a transformação de um ícone em unidade cultural: o que faz um objeto ser arte? Afirma que o consumo acrítico de ícones e memes passivos é uma porta aberta aos processos de colonização. Ao contrário, como em “Padre Matria”, estratégias de sincretismo, mudanças de contextos, atribuição de novos significados às coisas e a interatividade com memes contemporâneos são alguns dos passos que fazem parte da história da resistência anticolonial. E isso deve estar no ensino da arte nas escolas.

Palavras-chave


Padre Matria. Ícone. Meme. Arte e meme ativo.

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Referências


BÁEZ, Fernando. A universal history of the destruction of books. New York: Atlas & Co., 2008.

MAGRITTE, René. El Arte Puro: Defensa de la estética. Escritos. Madrid: Editorial Síntesis, 2003. p. 13-27.

PRECHT, Ângela. El gran triunfo del neoliberalismo ha sido convencernos de que no hay alternativa. La Tercera, Santiago de Chile, 27/11/2017. Disponible en: Accedido em: 05/11/2018.




DOI: https://doi.org/10.22456/2357-9854.92909

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