Imaginário, subjetividade e tecnologia na formação docente em artes visuais

Autores

  • Cláudia Mariza Mattos Brandão Universidade Federal de Pelotas — UFPEL, Pelotas/RS
  • Cláudio Tarouco de Azevedo Universidade Federal de Pelotas — UFPEL, Pelotas/RS

DOI:

https://doi.org/10.22456/2357-9854.90734

Palavras-chave:

Artes Visuais. Tecnologias Contemporâneas. Imaginário. Subjetividade. Formação Docente.

Resumo

A influência e o impacto do desenvolvimento tecnológico sobre as pessoas do século XXI atestam a importância de discussões versando sobre o assunto no âmbito da educação. Amparado principalmente em Gilbert Durand e Félix Guattari, o artigo problematiza as mudanças operadas na ordem visual, processadas nos jogos técnicos que originam as imagens, suas reverberações nas subjetividades e os processos educativos, colocando em jogo os mecanismos perceptivos e o envolvimento dos espectadores no campo de intercâmbio constituído pelas imagens. Sendo assim, o texto visa refletir sobre o impacto da tecnologia sobre a vida em sociedade e o papel fundamental da educação, não somente como possibilidade de capacitação a práticas técnicas, mas, principalmente, como utilização dos novos meios em atividades expressivas e reflexivas, de produção de subjetividade, abordando práticas pedagógicas vinculadas à formação docente em Artes Visuais e seus resultados.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Cláudia Mariza Mattos Brandão, Universidade Federal de Pelotas — UFPEL, Pelotas/RS

Professora do Centro de Artes/Artes Visuais — Licenciatura, da Universidade Federal de Pelotas/UFPel (RS, Brasil). Doutora em Educação (UFPel, 2012), Mestre em Educação Ambiental pela Universidade Federal do Rio Grande/FURG (2003), Especialista em Artes e Educação Física na Educação Básica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul/UFRGS (2008), graduada em Artes Visuais (FURG, 1996) e Engenharia Civil (FURG/1980). Atua no PPG Mestrado em Artes Visuais Cearte/UFPel, e no curso de Especialização em Artes: Ensino e Percursos Poéticos (CA/UFPel). É líder do PHOTOGRAPHEIN - Núcleo de Pesquisa em Fotografia e Educação (UFPel/CNPq), pesquisadora do ARTE, ECOLOGIA E SAUDE (UFPel/CNPq) e do NEMEC - Núcleo de Estudos em Memória e Cultura (UPF/CNPq). É pesquisadora da área da Fotografia e das teorias do Imaginário, com ênfase nas narrativas (auto)biográficas poéticas/simbólicas. Como artista visual já participou de várias exposições coletivas, nacionais e internacionais, apresentando seis exposições individuais. Desenvolve, principalmente, os seguintes temas: Artes Visuais, Fotografia, Educação Ambiental e Formação Docente.

Cláudio Tarouco de Azevedo, Universidade Federal de Pelotas — UFPEL, Pelotas/RS

Professor do Centro de Artes, Artes Visuais – Licenciatura, da Universidade Federal de Pelotas, UFPel (RS, Brasil). Pós-doutor em Artes Visuais (UFPel, 2016), Doutor em Educação Ambiental (FURG, 2013), Mestre em Educação Ambiental (FURG, 2010), graduado em Artes Visuais (FURG, 2005). Atua no PPG Mestrado em Artes Visuais CA/UFPel. É líder do Grupo de Pesquisa Arte, Ecologia e Saúde – GPAES/CNPq/UFPel, pesquisador do PHOTOGRAPHEIN - Núcleo de Pesquisa em Fotografia e Educação (UFPel/CNPq). É pesquisador da área da Fotografia e Audiovisual, com ênfase na ecosofia e na produção de subjetividade. Como artista visual já participou de várias exposições coletivas, nacionais e internacionais, apresentando sete exposições individuais. Desenvolve, principalmente, os seguintes temas: Artes, Educação Ambiental, Saúde Mental, Biorrizoma.

Referências

BOURRIAUD, Nicolas. Estética relacional. São Paulo: Martins Fontes, 2009.

BRANDÃO, Cláudia Mariza Mattos. Entre photos, graphias, imaginários e memórias: a (re)invenção do ser professor. 2012. 154f. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Educação. Universidade Federal de Pelotas, Pelotas. Disponível em: http://repositorio.ufpel.edu.br:8080/bitstream/123456789/1678/1/Claudia%20Mariza%20Mattos%20Brandao_Tese.pdf

COUCHOT, Edmont. A tecnologia na arte: da fotografia à realidade virtual. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2003.

DURAND, Gilbert. A imaginação simbólica. Lisboa, Portugal: Edições 70, 2000.

FERRARA, Lucrécia D’Aléssio. Leitura sem palavras. São Paulo, Ática, 2002.

GUATTARI, Félix. Caosmose. São Paulo: Ed. 34, 1992.

GUATTARI, Félix. As três ecologias. Campinas: Papirus, 1993a.

GUATTARI, Félix. Da produção de subjetividade. In: PARENTE, André (Org.). Imagem-máquina: a era das tecnologias do virtual. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993b. cap. 16, p. 177-191.

GUATTARI, Félix; ROLNIK, Suely. Micropolítica: cartografias do desejo. Petrópolis: Vozes, 2005.

LÓPEZ Quintás, Alfonso. Estética. Petrópolis, RJ: Vozes, 1992.

MATTELART, Armand; MATTELART, Michèle. História das teorias da comunicação. São Paulo: Loyola, 2003.

MEIRA, Marly Ribeiro. Educação estética, arte e cultura do cotidiano. In.: PILLAR, Analice Dutra (org.). A educação do olhar no ensino das artes. Porto Alegre: Mediação, 2006.

NEBOT, Joaquín Rodriguez. Multiplicidad y subjetividad. Montevideo: Nordan Comunidad, 1994.

OKAMOTO, Jun. Percepção ambiental e comportamento. São Paulo: Plêiade, 1999.

RESTANY, Pierre. O manifesto do Rio Negro. Alto Rio Negro, 3 de agosto em 1978. Disponível em: https://www.ufmg.br/revistaufmg/downloads/21/13_pag260a277_fabriciofernandino_franskrajcberg.pdf Acesso em: 28 jan. 2019.

ROLNIK, Suely. Uma insólita viagem à subjetividade: fronteiras com a ética e a cultura, s/d. Disponível em: http://caosmose.net/suelyrolnik/pdf/subjeticabourdieu.pdf Acesso em: 13 jan. 2019.

SILVA, Juremir Machado da. As tecnologias do imaginário. 2ª ed. Porto Alegre: Editora Sulina, 2006.

Downloads

Publicado

2019-04-30

Como Citar

BRANDÃO, C. M. M.; AZEVEDO, C. T. de. Imaginário, subjetividade e tecnologia na formação docente em artes visuais. Revista GEARTE, [S. l.], v. 6, n. 1, 2019. DOI: 10.22456/2357-9854.90734. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/gearte/article/view/90734. Acesso em: 6 dez. 2022.

Edição

Seção

Artes visuais e tecnologias na educação: história e contemporaneidade