Exclusão, ilegalidades e organizações criminosas no Brasil

Autores

  • Comissão Editorial Sociologias Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Letícia Maria Schabbach

Palavras-chave:

Exclusão. Sistema e organização social em Luhmann. Crime organizado no Brasil.

Resumo

O artigo discute a aplicabilidade da teoria de Niklas Luhmann ao estudo de sociedades de modernidade periférica, dentre elas o Brasil. Argumenta-se que o autor fornece noções relevantes para a compreensão de fenômenos que ocorrem nestas sociedades, cujos sistemas sociais podem não estar totalmente desenvolvidos e onde a exclusão se diferenciou, deixando de representar, ao lado da inclusão, um fator constitutivo do equilíbrio sistêmico. Nessas sociedades, a exclusão se reproduz sob uma lógica própria. Este trabalho também analisa a validade dos conceitos luhmannianos de sistema e organização social para se analisar o crime organizado no Brasil. Conclui-se que as organizações criminosas são organizações sociais, abrangendo unidades de processos de comunicação que ligam as decisões entre si. Atuando na ilegalidade, tais organizações interagem com os outros sistemas e organizações, dentro de uma rede de relações interorganizacionais, onde se percebem as linkages entre o mundo lícito e o ilícito. Além disso, para se adequarem ao ambiente externo, elas precisam sempre estar-se renovando.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Letícia Maria Schabbach

Professora da Universidade de Santa Cruz do Sul, socióloga da Academia de Polícia Civil do Rio Grande do Sul e Doutora pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Versão preliminar deste artigo foi apresentada no “XXV Congreso de la Asociación Latinoamericana de Sociologia (ALAS)”, ocorrido em Porto Alegre, em agosto de 2005.

Downloads

Como Citar

SOCIOLOGIAS, Comissão Editorial; SCHABBACH, Letícia Maria. Exclusão, ilegalidades e organizações criminosas no Brasil. Sociologias, [S. l.], v. 10, n. 20, 2008. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/sociologias/article/view/7082. Acesso em: 22 ago. 2026.