Revisitando o desastre de Bhopal: os tempos da violência e as latitudes da memória

Autores

  • Bruno Sena Martins Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra

DOI:

https://doi.org/10.1590/15174522-018004305

Palavras-chave:

Desastre de Bhopal, Epistemologias do Sul, Violência Lenta, Índia, Memória Social,

Resumo

Na noite de 3 de Dezembro de 1984, um acidente numa fábrica da filial indiana da empresa estadunidense, Union Carbide Corporation (UCC), viria a desencadear o maior desastre industrial da história: o desastre de Bhopal.

 Neste texto, a partir de uma recente trabalho etnográfico, propomos, cerca de 30 anos depois, um encontro com as vozes daqueles cujas vidas foram afetadas pelo desastre do Bhopal. Em particular, pretendemos questionar os processos pelos quais algumas vidas são desproporcionadamente expostas à violência e fracassam em receber justa compensação, bem como os itinerários pelos quais alguns sofrimentos são tendencialmente elididos da memória social do Ocidente. Finalmente, a partir das “epistemologias do Sul” propostas por Boaventura de Sousa Santos, analisaremos como a vulnerabilidade biográfica e corpórea, imposta pelo desastre, criou espaços de enunciação e narrativas de resistência.

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Biografia do Autor

Bruno Sena Martins, Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra

Pesquisador do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra

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Publicado

20-11-2016

Como Citar

MARTINS, Bruno Sena. Revisitando o desastre de Bhopal: os tempos da violência e as latitudes da memória. Sociologias, [S. l.], v. 18, n. 43, 2016. DOI: 10.1590/15174522-018004305. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/sociologias/article/view/62152. Acesso em: 18 ago. 2026.