A globalização e seus reflexos sobre os trabalhadores “estáveis”: petroleiros da Fafen/Petrobrás

Autores

  • Comissão Editorial Sociologias Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Frederico Lisbôa Romão

Palavras-chave:

globalização, sindicalismo, trabalhadores estáveis, precarização, petroleiros

Resumo

Esse trabalho busca contribuir para discussão da globalização e seus reflexos sobre os trabalhadores ditos estáveis, suas organizações, a subjetividade operária e o chão da fábrica a partir de Sergipe na década de 90, no caso particular da Fábrica de Fertilizantes da Petrobrás (Fafen/Petrobrás). A tabulação e análise dos dados coletados, nos possibilita algumas conclusões: 1) As mudanças ocorridas no chão da fábrica denotam uma precarização das condições de trabalho externalizadas em: menos postos de serviço, mais tarefas, menos segurança, menos estabilidade, perda e flexibilização de direitos. Esse processo atinge diretamente os trabalhadores tidos como estáveis permitindo-nos concluir que não são precisas as afirmações que os denominam de “elite” ou privilegiados; 2) o sindicato da categoria, apesar da experiência dos seus quadros diretivos, que estavam à frente do movimento desde o início dos anos 80, tendo inclusive posição destacada a nível nacional, apesar do seu nível de organização e da sua inserção no interior da unidade fabril, foi incapaz de encontrar formas alternativas ao avanço da empresa, que consegue retirar muitas conquistas anteriores e cooptar antigas lideranças, criando um clima de impotência e atingindo diretamente a subjetividade da classe.

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Biografia do Autor

Frederico Lisbôa Romão

Doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas –UNICAMP, na área de trabalho e sindicalismo. Tem artigos publicados nas áreas de política e trabalho. É autor do livro Na trama da história – O movimento operário de Sergipe (2000).

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Como Citar

SOCIOLOGIAS, C. E.; ROMÃO, F. L. A globalização e seus reflexos sobre os trabalhadores “estáveis”: petroleiros da Fafen/Petrobrás. Sociologias, [S. l.], v. 3, n. 6, 2008. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/sociologias/article/view/5770. Acesso em: 27 nov. 2022.

Edição

Seção

Artigos