Autonomia outorgada e apropriação do trabalho

Autores

  • Comissão Editorial Sociologias Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Cinara L. Rosenfield

Palavras-chave:

normalização do trabalho, autonomia outorgada, ganhos simbólicos, lógica instrumental

Resumo

O objetivo deste trabalho é discutir o significado da autonomia outorgada enquanto corolário organizacional de uma demanda de mobilização subjetiva. O trabalho vive a contradição entre a apologia da autonomia e uma organização do trabalho crescentemente normalizada, onde ser autônomo é a regra. O conceito de autonomia no trabalho lança mão de duas questões: a dimensão operacional e a dimensão identitária. A transformação do trabalho em um bem cuja possessão exige sacrifícios e a transformação do emprego em um privilégio culminam em uma sujeição da própria pessoa do trabalhador, sem se colocar realmente a questão da reapropriação do trabalho, o que a priori acompanharia a autonomia no trabalho. A questão central, no entanto, não pode se diluir neste paradoxo entre autonomia real e autonomia outorgada: a busca de autonomia situa-se fora da lógica econômica e dentro de uma lógica de valores e de conquista de sentido, enquanto que a autonomia outorgada inscreve-se em uma lógica instrumental.

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Biografia do Autor

Cinara L. Rosenfield

Professora do Departamento de Sociologia e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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Como Citar

SOCIOLOGIAS, C. E.; ROSENFIELD, C. L. Autonomia outorgada e apropriação do trabalho. Sociologias, [S. l.], v. 6, n. 12, 2008. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/sociologias/article/view/5494. Acesso em: 9 dez. 2022.