Modos de trabalhar e de ser na reestruturação bancária

Autores

  • Comissão Editorial Sociologias Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Carmem Ligia Iochins Grisci
  • Vânia Gisele Bessi

Palavras-chave:

reestruturação produtiva do trabalho, organização do trabalho, trabalho bancário, subjetividade

Resumo

O artigo discute como a reestruturação produtiva do trabalho bancário afetou os modos de trabalhar e de ser dos trabalhadores de uma centenária instituição bancária pública que implementou Programas de Apoio à Demissão Voluntária como uma das novas ferramentas de gestão. Trata-se de um estudo de caso que investigou 104 trabalhadores dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina que aderiram à terceira edição de um desses Programas, ocorrido na empresa em 2001, além de cinco gestores e três funcionários da área de Recursos Humanos da empresa diretamente envolvidos com os Programas ou com os desligados. A coleta de dados deu-se através de questionário, entrevistas individuais semi-estruturadas e fontes documentais. Os dados coletados foram submetidos à análise de conteúdo. Os resultados da pesquisa indicam que a reestruturação produtiva do trabalho bancário demarca a passagem de uma cultura de estabilidade e segurança para uma cultura de instabilidade e insegurança que afeta os modos de trabalhar e de ser dos bancários. O investimento que a empresa deseja, por parte dos sujeitos do trabalho diz, portanto, de uma mobilização subjetiva total e incondicional ao seu projeto e aos objetivos de lucratividade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Carmem Ligia Iochins Grisci

Doutora em Psicologia e Professora do PPGA da Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Pesquisadora CNPq.

Vânia Gisele Bessi

Mestre em Administração e Professora da Universidade de Passo Fundo (UPF), Pesquisadora.

Downloads

Como Citar

SOCIOLOGIAS, C. E.; GRISCI, C. L. I.; BESSI, V. G. Modos de trabalhar e de ser na reestruturação bancária. Sociologias, [S. l.], v. 6, n. 12, 2008. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/sociologias/article/view/5493. Acesso em: 1 dez. 2022.