Lei Pró-Negros, Interpretação Pró-Brancos: racismo institucional, jeitinhos e burlas para a não implementação da Lei n.º 12.990/2014 em universidades federais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1807-0337/e131501

Palavras-chave:

ações afirmativas, universidade, Ministério Público, concurso público, política pública.

Resumo

O debate aqui proposto sobre a implementação da Lei n.º 12.990/2014 nos concursos para o magistério superior nas universidades federais revela a fragilidade do Ministério Público (MP) na proteção de direitos à população Negra. O objetivo do presente trabalho é investigar a não-aplicação do art. 3º desta Lei nos concursos públicos para o magistério superior. Peticionado via Lei de Acesso à Informação, o MP tem referendado práticas que negam direitos à população Negra. Cargos efetivos e a aplicação do art. 3.º da Norma se transformaram em detalhes, passíveis de não implementação, diante da reivindicação das universidades de plena autonomia para interpretação da Norma. A manifestação do MP sobre oito editais de concurso público para o magistério superior, legitimando o sorteio como a metodologia para seleção das vagas que será aplicada à Norma não deixa dúvidas: o racismo institucional se desnudou dentro da instituição responsável por garantir o Estado Democrático de Direito (EDD).

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Biografia do Autor

Edmilson Santos, Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF

Edmilson Santos é licenciado em Educação Física (1987), Mestrado e Doutorado em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1998-2011). Possui pós-doutorado pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e pela Universidade do Porto, Portugal. Pesquisador da área de políticas públicas de ações afirmativas.

Mário Resende, Universidade Federal de Sergipe – UFS

Mario Resende é graduado em História pela UFS - Universidade Federal de Sergipe (2000), é Mestre em Geografia Agrária pela Universidade Federal de Sergipe (2003). Foi Chefe de Gabinete do Reitor da UFS (2004-2007) e Pró-Reitor de Assuntos Estudantis na UFS (2011-2012). Ex.Secretário Nacional do Conselho Nacional de Promoção e Igualdade Racial - CNPIR/ SEPPIR (2016).

Georgina Nunes, Universidade Federal de Pelotas – UFPel

Georgina Nunes é professora associada na Universidade Federal de Pelotas, Faculdade de Educação. Doutora (UFRGS) e Pós-doutora em Educação (UNIOESTE), Coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Educação. Pesquisadora com ênfase em Relações Raciais com recorte em Gênero, Ações Afirmativas e Educação Escolar Quilombola.

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Publicado

04-06-2025

Como Citar

SANTOS, Edmilson; RESENDE, Mário; NUNES, Georgina. Lei Pró-Negros, Interpretação Pró-Brancos: racismo institucional, jeitinhos e burlas para a não implementação da Lei n.º 12.990/2014 em universidades federais. Sociologias, [S. l.], v. 27, n. 64, p. e131501, 2025. DOI: 10.1590/1807-0337/e131501. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/sociologias/article/view/131501. Acesso em: 2 out. 2026.

Edição

Seção

Artigos