VIVÊNCIAS DO TRABALHO DE CAMPO

O QUE UMA TESE DE DOUTORADO ENSINOU SOBRE PESQUISAR NO TERRITÓRIO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.54909/sp.v10i1.154907

Palavras-chave:

Pesquisa Qualitativa, Saúde Pública, Mudança Climática, Metodologia como Assunto

Resumo

Introdução: O trabalho de campo na saúde coletiva transcende a coleta de dados, configurando-se como uma imersão nas dinâmicas sociais e vulnerabilidades do território. Objetivo: Relatar as vivências e os aprendizados metodológicos de um trabalho de campo realizado durante uma tese de doutorado, destacando os desafios da inserção territorial em contextos adversos. Relato da experiência: A trajetória compreendeu desde o planejamento rigoroso, com a elaboração de manuais e treinamento prático em ambiente asilar, até a coleta de dados domiciliares. O percurso foi marcado por barreiras tecnológicas, como a ineficácia do contato telefônico frente à insegurança dos participantes, e pelo enfrentamento de uma catástrofe climática extrema no estado, que exigiu adaptações logísticas e resiliência emocional da equipe. A experiência revelou que a qualidade da pesquisa depende da intensidade das interações e da sensibilidade em traduzir o cotidiano em reflexão científica. A soberania do contato presencial e a flexibilidade metodológica mostraram-se essenciais para a validade dos dados e para o estabelecimento de vínculos de confiança no território. Conclusão: O campo demonstrou ser um espaço vivo de aprendizado, onde a teoria se confronta com a realidade prática. Conclui-se que pesquisar no território exige do pesquisador não apenas rigor técnico, mas uma postura ética e empática capaz de acolher as histórias humanas e as incertezas inerentes aos cenários de crise.

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Biografia do Autor

Helena Pereira Rodrigues da Silva, Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

Cirurgiã-dentista. Mestra em Ensino na Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Doutora em Odontologia. Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas, Brasil

Bruna Oliveira de Freitas, Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

Doutoranda em Odontologia. Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas, Brasil

Eduardo Dickie de Castilhos, Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

Doutor em Epidemiologia. Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas, Brasil

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Publicado

2026-06-15

Como Citar

SILVA, Helena Pereira Rodrigues da; FREITAS, Bruna Oliveira de; CASTILHOS, Eduardo Dickie de. VIVÊNCIAS DO TRABALHO DE CAMPO: O QUE UMA TESE DE DOUTORADO ENSINOU SOBRE PESQUISAR NO TERRITÓRIO. Saberes Plurais Educação na Saúde, [S. l.], v. 10, n. 1, p. e154907, 2026. DOI: 10.54909/sp.v10i1.154907. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/saberesplurais/article/view/154907. Acesso em: 22 ago. 2026.