VIVÊNCIAS DO TRABALHO DE CAMPO
O QUE UMA TESE DE DOUTORADO ENSINOU SOBRE PESQUISAR NO TERRITÓRIO
DOI:
https://doi.org/10.54909/sp.v10i1.154907Palavras-chave:
Pesquisa Qualitativa, Saúde Pública, Mudança Climática, Metodologia como AssuntoResumo
Introdução: O trabalho de campo na saúde coletiva transcende a coleta de dados, configurando-se como uma imersão nas dinâmicas sociais e vulnerabilidades do território. Objetivo: Relatar as vivências e os aprendizados metodológicos de um trabalho de campo realizado durante uma tese de doutorado, destacando os desafios da inserção territorial em contextos adversos. Relato da experiência: A trajetória compreendeu desde o planejamento rigoroso, com a elaboração de manuais e treinamento prático em ambiente asilar, até a coleta de dados domiciliares. O percurso foi marcado por barreiras tecnológicas, como a ineficácia do contato telefônico frente à insegurança dos participantes, e pelo enfrentamento de uma catástrofe climática extrema no estado, que exigiu adaptações logísticas e resiliência emocional da equipe. A experiência revelou que a qualidade da pesquisa depende da intensidade das interações e da sensibilidade em traduzir o cotidiano em reflexão científica. A soberania do contato presencial e a flexibilidade metodológica mostraram-se essenciais para a validade dos dados e para o estabelecimento de vínculos de confiança no território. Conclusão: O campo demonstrou ser um espaço vivo de aprendizado, onde a teoria se confronta com a realidade prática. Conclui-se que pesquisar no território exige do pesquisador não apenas rigor técnico, mas uma postura ética e empática capaz de acolher as histórias humanas e as incertezas inerentes aos cenários de crise.
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