FATORES ASSOCIADOS AOS EXAMES PRÉ-NATAIS EM ADOLESCENTES
UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.54909/sp.v10i2.152799Palavras-chave:
Gravidez na Adolescência, Cuidado Pré-Natal, Cooperação e Adesão ao TratamentoResumo
Introdução: A gravidez na adolescência ainda é um desafio para a saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento, onde as jovens enfrentam desvantagens sociais, econômicas e sanitárias. Objetivo: Analisar na literatura científica os fatores associados à adesão aos exames de pré-natal na gravidez na adolescência. Metodologia: Revisão integrativa da literatura que seguiu as diretrizes PRISMA. A busca foi realizada com descritores controlados/combinados nas bases de dados PubMed, SciELO, Dialnet e ScienceDirect. Foram incluídos artigos originais, revisões sistemáticas e metanálises publicados entre 2020 e 2025 em inglês, espanhol e português. A análise foi narrativa e comparativa. Resultados: Foram analisados 30 artigos. Os resultados mostraram que a adesão ao pré-natal em gestações na adolescência depende do apoio familiar, do acesso a serviços e da educação materna, os quais podem ser facilitadores da alta adesão (65%), superando barreiras econômicas e logísticas. Fatores pessoais, familiares e socioculturais, como pobreza, machismo rural e baixo nível de conhecimento, levam ao início tardio (38%) e à baixa cobertura (35%-57%) dos exames, aumentando a incidência de partos prematuros e complicações perinatais. Riscos como estigma, localização rural e encaminhamentos limitam o acesso, enquanto fatores protetores, como aconselhamento, atendimento respeitoso e ferramentas digitais, elevam o número de consultas a ≥ 4 (47%-84%). Conclusão: A adesão ao pré-natal em gestações na adolescência depende de múltiplos fatores, como apoio familiar, acesso a serviços e escolaridade materna, que contrastam com barreiras econômicas e logísticas à promoção do atendimento oportuno. Fatores pessoais, familiares e socioculturais, como pobreza, machismo e baixo nível de conhecimento geram riscos, enquanto aconselhamento e atendimento respeitoso atuam como fatores de proteção. As desigualdades são evidentes em populações vulneráveis, como mulheres equatorianas e indígenas, que apresentam baixa cobertura de pré-natais, apesar das intervenções.
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