FATORES ASSOCIADOS À NÃO ADESÃO AO TRATAMENTO FARMACOLÓGICO EM PACIENTES COM DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS ATENDIDOS NO CENTRO DE SAÚDE MARIANO ACOSTA, PROVÍNCIA DE IMBABURA, EQUADOR, 2025
DOI:
https://doi.org/10.54909/sp.v10i1.152795Palavras-chave:
Cooperação e Adesão ao Tratamento, Doença Crônica, Atenção Primária à SaúdeResumo
Introdução: A adesão medicamentosa é um determinante crítico no controle das doenças crônicas, particularmente na Atenção Primária à Saúde (APS) rural, onde o não cumprimento representa um desafio estrutural de saúde pública. Objetivo: Analisar os fatores associados à não adesão ao tratamento farmacológico em pacientes com doenças crônicas atendidos no Centro de Saúde Mariano Acosta, província de Imbabura, Ecuador. Metodologia: Estudo transversal analítico, realizado com 110 pacientes diagnosticados com hipertensão arterial, diabetes mellitus e hipotireoidismo. Foi aplicado o questionário de Morisky-Green-Levine (alfa de Cronbach = 0,83) e a pesquisa de satisfação da Agencia de Aseguramiento de la Calidad de los Servicios de Salud y Medicina Prepagada del Ecuador (ACESS). A análise estatística foi realizada no STATA 17 por meio de regressão logística binária. Resultados: Verificou-se que 66,36% dos participantes apresentaram baixa adesão medicamentosa. O perfil sociodemográfico revelou uma amostra assimétrica com predominância de idosos (75,45%), etnia indígena (71,82%) e alta vulnerabilidade econômica (96,36% com renda < $100). No modelo logístico, a idade foi o único fator com associação estatisticamente significativa (OR = 1,09; IC 95% = 1,02–1,17; p = 0,014). Detectou-se um viés de aquiescência com 100% de satisfação relatada no ACESS, contrastando com a baixa adesão real. Conclusão: A não adesão é influenciada criticamente pelo envelhecimento e pelos determinantes sociais da saúde. Conclui-se a necessidade de fortalecer a gestão do cuidado de enfermagem por meio de estratégias de saúde intercultural e visitas domiciliares que transcendam a educação convencional para melhorar o controle das doenças crônicas não transmissíveis.
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