“UN DERECHO LEJÍTIMO PUES QUE ÉSTE SUELO ERA POSEÍDO POR NUESTROS MAYORES”: A MEMÓRIA COMO ESTRATÉGIA DOS GUARANIS NO PLEITO POR SUAS TERRAS MISSIONEIRAS (1828)

Autores/as

  • Maria Luiza Fritsch Eloy Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Palabras clave:

Sete Povos das Missões. Século XIX. Terras indígenas. Memória.

Resumen

No ano de 1828, o Povo missioneiro de São Miguel vendeu um de seus maiores territórios: a estância de São Vicente. A negociação foi registrada em documento produzido no Juízo de Paz de São Borja, e alguns elementos chamam a atenção na transação: além de o local ser vendido por um preço muito baixo, o comprador era um dos escrivães do texto, Alexandre de Abreu Valle Machado. Contudo, a venda foi assinada pelas lideranças do cabildo de São Miguel, e o outro escrivão era José Patrício Ibamimbÿ, guarani que ocupava essa função no mesmo Juízo de Paz. Ademais, deve-se considerar que o ato ocorreu no contexto da migração de parte dos guaranis dos Sete Povos das Missões para a República Oriental do Uruguai, junto das tropas do general Fructuoso Rivera. Assim, esse artigo busca refletir sobre a importância da memória como uma estratégia dos indígenas para defender seu direito às terras missioneiras no sul da América em um contexto de esbulho desses territórios, a partir da análise da Declaração de Venda de Terras de São Vicente e das atas do acordo firmado entre as lideranças dos Sete Povos e Rivera.

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Biografía del autor/a

Maria Luiza Fritsch Eloy, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Licenciada em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em História da mesma instituição. Desenvolve pesquisas nas áreas de História Indígena e História Rural, com enfoque nos conflitos por territórios missioneiros no Rio Grande do Sul durante o século XIX. Atua como coordenadora do projeto de extensão Autonomia Popular Pré-Vestibular (UFRGS), curso preparatório para o ENEM e vestibulares voltado à educação popular.

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Publicado

2026-07-31

Cómo citar

Fritsch Eloy, M. L. (2026). “UN DERECHO LEJÍTIMO PUES QUE ÉSTE SUELO ERA POSEÍDO POR NUESTROS MAYORES”: A MEMÓRIA COMO ESTRATÉGIA DOS GUARANIS NO PLEITO POR SUAS TERRAS MISSIONEIRAS (1828). Revista Do Instituto Histórico E Geográfico Do Rio Grande Do Sul, (170). Recuperado a partir de https://seer.ufrgs.br/index.php/revistaihgrgs/article/view/153353