IMIGRANTES ITALIANOS E A ATIVIDADE MADEIREIRA NOS CAMPOS DE CIMA DA SERRA

Autores/as

  • Andréa Pagno Pegoraro Universidade de Passo Fundo

Palabras clave:

Imigrantes, Italianos, Madeireiras, Devastação

Resumen

Este trabalho tem como objetivo abordar as transformações nas paisagens dos Campos de Cima da Serra com a chegada dos imigrantes italianos, considerando a exploração de recursos naturais e a implementação de atividades madeireiras na região. A partir do final do século XIX, diversas serrarias começaram a surgir em Vacaria-RS e municípios vizinhos, sendo estas estabelecidas por grupos de imigrantes italianos que encontraram na atividade madeireira um modo de subsistência. Com o aumento do comércio, as serrarias passaram a ampliar seus investimentos, o que promoveu o desenvolvimento de um ciclo madeireiro na região. Grande parte da vegetação nativa foi devastada, restando atualmente poucos remanescentes do tradicional pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). Com a intensificação dos processos industriais a exploração da madeira constituiu um dos maiores causadores de prejuízos ambientais na região dos Campos de Cima da Serra, transformando grande parte da vegetação de matas em espaços vazios, posteriormente urbanizados. Nesse sentido, o presente trabalho busca debater as alterações nas paisagens, enfatizando os prejuízos causados ao meio ambiente através da devastação florestal e uso indevido de recursos naturais. Como fontes de pesquisa utilizamos registros de medições de propriedade, fontes historiográficas de relatos de imigrantes, Jornal Correio Vacariense, entre outros.

 

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Andréa Pagno Pegoraro, Universidade de Passo Fundo

Doutoranda em História pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Mestra em História pela mesma instituição (2016). Possui graduação em História (2012) e em Geografia (2021) pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), e em Pedagogia (2020) pelo Centro Universitário Internacional (UNINTER). Atualmente é professora de Geografia nas redes municipal e estadual de ensino em Vacaria-RS.

Citas

COSTA, Rogério Haesbaert da. Espaço e sociedade no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1982.

DAMIANI, Hermes; DAMIANI, Márcio. Serraria Damiani. In: FONSECA, Justina Lêda Rigon; CECATTO, Rita Maria da Fonseca; BARROSO, Véra Lucia Maciel. Raízes de Ipê. Porto Alegre: EVANGRAF, 2012.

GERHARDT, Marcos. História Ambiental da Colônia Ijuhy. Unijuí, 2009.

LETTI, Nério Mondadori. Tropeirismo. In: FONSECA, Justina Lêda Rigon; CECATTO, Rita Maria da Fonseca; BARROSO, Véra Lucia Maciel. Raízes de Ipê. Porto Alegre: EVANGRAF, 2012.

LINDMAN, Carl Axel Magnus. A vegetação no Rio Grande do Sul. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1974.

ROLIM, Rosângela Gonçalves. Flora da bacia do rio Pelotas: uso e conservação de espécies. Porto Alegre: UFRGS, 2016.

VIEIRA, Euripedes Falcão. Rio Grande do Sul: geografia da população. Porto Alegre: Sagra, 1985.

ROSSI, Esther Mayara Zamboni; NODARI, Eunice Sueli. Campos de Altitude no Rio Grande do Sul: migrações, indústria madeireira e meio ambiente. Anais do 2° Simpósio Internacional de História Ambiental e Migrações. Florianópolis: Labimha, 2012.

Publicado

2026-04-29

Cómo citar

Pegoraro, A. P. (2026). IMIGRANTES ITALIANOS E A ATIVIDADE MADEIREIRA NOS CAMPOS DE CIMA DA SERRA. Revista Do Instituto Histórico E Geográfico Do Rio Grande Do Sul, (169). Recuperado a partir de https://seer.ufrgs.br/index.php/revistaihgrgs/article/view/147809