AS POLÍTICAS DO SETOR ELÉTRICO E AS CONDIÇÕES DE TRABALHO EM BARRAGENS NO RIO GRANDE DO SUL (2016-2022)
Palabras clave:
Usinas hidrelétricas. Desenvolvimento. Trabalho precário. Rio Grande do Sul.Resumen
A partir de um estudo de caso, analisamos os desdobramentos sociais e econômicos de uma nova agenda instituída no estado do Rio Grande do Sul, após 2016, que tem como pano de fundo os investimentos públicos e privados no setor elétrico. As políticas em questão desencadearam a criação e a flexibilizações de leis e programas governamentais que, dentre outros aspectos, favoreceram a instalação de quatro centrais de pequenas usinas hidrelétricas privadas, na região Central do estado. Tais usinas modificaram a estrutura ocupacional do território e a economia local dos municípios abrangidos. Nesse cenário, analisamos as condições do trabalho e as dinâmicas socioeconômicas impulsionadas pelos empreendimentos, com base em uma pesquisa quanti-qualitativa, a partir de entrevistas semiestruturadas em profundidade e análise documental. Com isso delineamos os seguintes aspectos: I) o contexto sociopolítico do objeto investigado; II) a caracterização das usinas hidrelétricas; III) e os impactos no mercado de trabalho nas unidades instaladas, juntamente com o olhar dos trabalhadores sobre a labuta nas barragens. Identificamos processos de instabilidade nos empregos associado vínculos informais, baixa qualificação da mão de obra sem perspectiva de carreira, jornadas variáveis e extenuantes, controle laboral, baixos e variáveis salários, divisão hierárquica de benefícios laborais, que se configuram como labor precário imbricado a características flexíveis.
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