Gênese Instrumental em Espaços Não Formais: um olhar sobre o ensino de cônicas no Ensino Superior

Autores

  • Vilma Gisele Karsburg IFSC
  • Jônatas Inácio de Freitas IFSul

Palavras-chave:

inteligência artificial generativa, gênese instrumental, ensino de matemática, seções cônicas, ensino superior

Resumo

Este artigo investiga o processo de apropriação da Inteligência Artificial Generativa (IAGen) por discentes do Ensino Superior em um ambiente não formal, com o objetivo de avaliar a transição dessa tecnologia de um artefato para um instrumento-para-pensar-matemática-com. Ancorada na teoria da Gênese Instrumental, a metodologia consistiu em uma pesquisa qualitativa e exploratória, na qual estudantes de Ciência da Computação utilizaram a IAGen para resolver um problema envolvendo seções cônicas. Os resultados sugerem que o fracasso inicial da máquina em gerar a representação visual correta apresentou-se como seu maior potencial didático. Conclui-se que o tensionamento cognitivo provocado pelo erro da inteligência artificial é um fator que pode viabilizar a constituição do instrumento, pois demanda o raciocínio matemático ativo em vez da recepção passiva de respostas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2026-09-03

Como Citar

KARSBURG, Vilma Gisele; FREITAS, Jônatas Inácio de. Gênese Instrumental em Espaços Não Formais: um olhar sobre o ensino de cônicas no Ensino Superior. RENOTE, Porto Alegre, v. 24, n. 1, p. 82–96, 2026. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/renote/article/view/157992. Acesso em: 5 set. 2026.