Tecnologias Computacionais Assistivas para Estudantes com Deficiência Visual no Aprendizado de Matemática Avançada: um Mapeamento Sistemático da Literatura
DOI:
https://doi.org/10.22456/1679-1916.153587Palavras-chave:
Ensino de matemática para cegos, Tecnologias assistivas, Educação inclusivaResumo
Segue o texto revisado, com correção de acentuação, padronização acadêmica e resumo em parágrafo único (adequado para alinhamento justificado no editor):
Tecnologias Computacionais Assistivas para Estudantes com Deficiência Visual no Aprendizado de Matemática Avançada: um Mapeamento Sistemático da Literatura
Victor Hierro Moraes Ferreira – UFPA/ICEN – victor.hierro@icen.ufpa.br – https://orcid.org/0000-0003-1481-8324
Fabíola Pantoja Oliveira Araújo – UFPA/ICEN – fpoliveira@ufpa.br – https://orcid.org/0000-0002-8485-5799
Resumo: O ensino de matemática avançada para estudantes cegos e com baixa visão no ensino superior é marcado por barreiras estruturais e cognitivas, dada a natureza predominantemente visual da disciplina. Este Mapeamento Sistemático da Literatura (MSL) fundamenta, organiza e discute evidências sobre tecnologias computacionais que apoiam a aprendizagem de cálculo, álgebra e geometria por pessoas com deficiência visual. O MSL adota escopo, critérios de seleção e extração estruturada de dados e define perguntas de pesquisa específicas que contemplam: representação e audiodescrição de estruturas bidimensionais; autoria matemática por fala; efetividade no aprendizado; compatibilidade com leitores de tela; adaptação pedagógica; e lacunas linguísticas, particularmente a ausência de ferramentas computacionais adaptadas ao português brasileiro. Foram consultados os repositórios Scopus, Springer, MDPI e CCSE. Dos 27 estudos inicialmente recuperados, 14 foram lidos na íntegra e 7 atenderam aos critérios de inclusão. A análise contextual do cenário nacional brasileiro complementa a revisão, evidenciando a escassez de soluções computacionais específicas para o ensino de matemática avançada em português. A síntese aponta: (i) lacunas persistentes na representação de estruturas bidimensionais (frações aninhadas, integrais e matrizes) e na escrita matemática por fala em português; (ii) evidências de ganhos de aprendizagem com plataformas interativas adaptativas e camadas de audiodescrição estruturada; e (iii) limitações de compatibilidade e usabilidade em plataformas educacionais amplamente utilizadas. Os resultados oferecem diretrizes para o desenvolvimento de soluções computacionais efetivas, baseadas em um guia de audiodescrição matemática, com ênfase na decomposição passo a passo, no feedback adaptativo e no suporte à escrita matemática por fala.
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