BNCC: HABILIDADES DE FORMACIÓN Y HABILIDADES PARA LA ADAPTACIÓN AL MERCADO

Autores/as

  • Cristiane dos Santos Farias Universidade Estadual de Londrina, Departamento de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Londrina, PR, Brasil https://orcid.org/0000-0001-6720-5033
  • Gláucia Botan Rufato Universidade Estadual de Londrina, Departamento de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Maringá, PR, Brasil https://orcid.org/0000-0002-3668-6492
  • Maria José Ferreira Ruiz Universidade Estadual de Londrina, Departamento de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Londrina, PR, Brasil https://orcid.org/0000-0002-1904-8878

DOI:

https://doi.org/10.21573/vol39n12023.127053

Palabras clave:

BNCC, Destrezas y habilidades, Adaptación, Emancipación

Resumen

El presente estudio tiene como objetivo hacer una confrontación crítica entre la formación para la adaptación y la formación para la emancipación, a partir de la lectura de la Base Común Curricular Nacional (BNCC). Metodológicamente, recurrimos a la investigación bibliográfica y documental para traer una crítica de los conceptos de habilidades y competencias contenidos en la BNCC y sus implicaciones para los procesos formativos del estudiante en los espacios formales de educación. Encontramos que, al priorizar la enseñanza de competencias y habilidades, poniendo en un segundo plano los contenidos científicos, artísticos y filosóficos, en una enseñanza estructurada en métodos y técnicas de aprendizaje, se busca una educación basada en la formación de sujetos adaptables y utilitarios al mercado laboral. La BNCC trae consigo un conjunto de acciones alineadas con el proyecto de educación en modelos empresariales, entre ellas, la Base Nacional Común para la Formación de Profesores de Educación Básica (BNC-Formação) vinculada al proyecto de sociabilidad capitalista, que ignora la complejidad de la formación humana, reduciendo el currículo y la educación escolar a los ideales contenidos en la Teoría del Capital Humano (HCT). Se entiende que la BNCC prescribe la inserción de habilidades socioemocionales y puede promover el vaciamiento de contenidos científicos relevantes para la formación humana plena al alinearse con los dictados de los organismos multilaterales, en especial el Banco Mundial (BM), que considera la educación escolar enfocada unilateralmente para calificar para el mercado.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Cristiane dos Santos Farias, Universidade Estadual de Londrina, Departamento de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Londrina, PR, Brasil

Mestra em Educação pela Universidade Estadual de Londrina. Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (2008). Pós-graduação em Gestão Escolar: Orientação, Coordenação e Supervisão Escolar; Psicopedagogia Institucional e Clínica e em Metodologia do Ensino Superior. Atualmente trabalha como professora em um CMEI na cidade de Londrina. Pesquisadora da CNPq - Travessias Luso Luso-Brasileiro na Educação da Infância; e o Projeto de Extensão: Apropriações teóricas e suas implicações para a Educação Infantil (fase II). Colaboradora do Fórum de Educação Infantil do Paraná (FEIPAR) Pé Vermelho. Possui experiência na área de Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação Infantil; Política Educacional. E-mail: crispajopa@gmail.com

Gláucia Botan Rufato, Universidade Estadual de Londrina, Departamento de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Maringá, PR, Brasil

Doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Londrina. Mestra em
Educação pela Universidade Estadual de Maringá. Possui graduação em Letras e Pedagogia pela Universidade Estadual de Maringá. Pós-graduação em Literatura e Educação Inclusiva. Participa do Grupo de pesquisa “Estado, políticas públicas e gestão da educação” (UEL). Atualmente trabalha como professora na rede municipal de educação de Maringá- Paraná. Email: glauciabotan130@gmail.com

 

Maria José Ferreira Ruiz, Universidade Estadual de Londrina, Departamento de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Londrina, PR, Brasil

Pós-doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Doutora em Educação pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho/UNESP. Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Londrina. Graduada em Pedagogia pela UEL. Atualmente é docente da UEL, atuando no curso de Pedagogia e no Programa de Pós Graduação em Educação - Mestrado e Doutorado. Desenvolve estudos vinculados ao Grupo de pesquisa "Estado, políticas públicas e gestão da educação" (UEL) e integra o Grupo de Pesquisa Relações entre o Público e o Privado na Educação ?GPRPPE, na UFRGS As temáticas das pesquisas enfatizam a relação entre Estado e gestão da educação, democratização da educação em diferentes níveis e modalidades, redefinição do papel do Estado, relação público/privado, privatização e empresariamento da educação. A pesquisa mais recente é intitulada: Democratização e gestão da educação em tempos de empresariamento, privatização e parceria público-privada: redes políticas e movimento de resistência propositiva. E-mail: mjfruiz@gmail.com

Citas

ADRIÃO, T.; PERONI, V. A formação das novas gerações como campo para negócios? In: AGUIAR, M. A. S.; DOURADO, L. F. (orgs.). A BNCC na contramão do PNE 2014-2024: avaliação e perspectivas. [Livro Eletrônico]. Recife: ANPAE, 2018, p. 49-54.

BANCO MUNDIAL. Competências e empregos: uma agenda para a juventude. Síntese de constatações, conclusões e recomendações de políticas. Washington, DC: Banco Mundial, 2018.

BARBIERI, A. F. Políticas para a educação básica no brasil a partir dos anos de 1990: a conformação de uma agenda globalmente estruturada para a educação. 2018. 214 f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Estadual de Maringá, Maringá, 2018. Disponível em: http://old.ppe.uem.br/teses/2018/2018%20-%20Aline%20Barbieri.pdf Acesso em: 12 dez.2022.

BRASIL. Constituição 1988. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.

BRASIL. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, v. 11, 2015. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/lei9394_ldbn1.pdf Acesso em: 06 ago. 2022.

BRASIL. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2014. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2014/lei-13005-25-junho-2014-778970-publicacaooriginal-144468-pl.html Acesso em: 13 ago. 2022.

BRASIL. Ministério da educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/download-da-bncc. Acesso em: 07 ago. 2022.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEF, 2017.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão. Conselho Nacional da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013.

BRASIL. Resolução CNE/CP n. 2, de 20 de dezembro de 2019. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação). Brasília, DF, 2019. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=135951-rcp002-19&category_slug=dezembro-2019-pdf&Itemid=30192. Acesso em: 06 ago. 2022.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1997.

CAETANO, M. R. Os sujeitos e a proposta educacional da Base Nacional Comum Curricular: entre o público e o privado. Teoria e prática da Educação, v. 22, n. 3, p. 118-136, 2019. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/TeorPratEduc/article/view/46916/751375149019 Acesso em: 10 jul. 2022.

CAETANO, M. R. As reformas educativas globais e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Textura, v. 22, n. 50, 2020. Disponível em: http://www.periodicos.ulbra.br/index.php/txra/article/view/5397 Acesso em: 11 jul. 2022

CURADO SILVA, K. A. C. P. C. A (de) Formação de Professores na Base Nacional Comum Curricular. In: UCHOA, A. M. Da especialização taylorista à flexibilização toyotista. São Paulo: Cortez, 2017.

DARDOT, P.; LAVAL, C. A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. São Paulo: Boitempo, 2016.

DUARTE, N. Formação do indivíduo, consciência e alienação: o ser humano na psicologia de A. N. Leontiev. Cadernos CEDES, v. 24, n. 62, p. 44-63, abr. 2004. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ccedes/a/BySzfJvy3NLvLrfRtxgBy6w/abstract/?lang=pt Acesso em: 12 ago. 2022.

DUARTE, N. Vigotski e o aprender a aprender: crítica às apropriações neoliberais e pós-modernas da teoria vygotskyana. Campinas: Autores Associados, 2006.

FREITAS, L. C. Os reformadores empresariais da educação: da desmoralização do magistério à destruição do sistema público de educação. Educação & Sociedade, Campinas, v. 33, n. 119, p. 379-404, abr.-jun. 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/PMP4Lw4BRRX4k8q9W7xKxVy/?format=pdf&lang=pt Acesso em: 16 jul. 2022.

GONÇALVES, S. R. V.; MOTA, M. R. A.; ANADON, S. B. A Resolução CNE/CP n. 2/2019 e os retrocessos na formação de professores. Formação em Movimento, v. 2, n. 4, p. 360-379, jul./dez. 2020. Disponível em: http://costalima.ufrrj.br/index.php/FORMOV/article/view/610 Acesso em: 17 jul. 2022.

LAVAL, C. A escola não é uma empresa. O neoliberalismo em ataque ao ensino público. Trad. Maria Luiza M. de Carvalho e Silva. Londrina: Planta, 2004.

LÖWY, M. A teoria da revolução no jovem Marx. Trad. Anderson Gonçalves. Petrópolis: Vozes, 2002.

MARX, K. O Capital. Crítica da economia política. Livro I. v. 2. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.

MARX, K.; ENGELS, F. Textos sobre educação e ensino. 4. ed. São Paulo: Centauro, 2004.

MOLL, J. (org.). Caminhos da educação integral no Brasil: direito a outros tempos e espaços educativos. Porto Alegre: Penso, 2012.

MÉSZÁROS, I. A educação para além do capital. São Paulo: Boitempo, 2005.

PEREIRA, J. N.; EVANGELISTA, O. Quando o capital educa o educador: BNCC, Nova Escola e Lemann. Movimento-Revista de Educação, Niterói, n. 10, p. 65-90, jan./jun. 2019. Disponível em: https://periodicos.uff.br/revistamovimento/article/view/32664 Acesso em: 19 ago. 2022.

ROCHA, N. F. E.; PEREIRA, M. Z. C. O que dizem sobre a BNCC? Produções sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no período de 2010 a 2015. Espaço Currículo, v. 9, n. 2, p. 215-236, 2016. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/29922 Acesso em: 07 jan. 2023.

RODRIGUES, V. A. C. A Base Nacional Comum Curricular em questão. 2016. 182 f. Dissertação (Mestrado em Educação: Currículo) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível em: https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/19888 Acesso em: 22 mai. 2023.

SACRISTÁN, J. G. O currículo: uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre: ARTMED, 2000.

SAVIANI, D. História das ideias pedagógicas no Brasil. Campinas SP. Autores Associados, 2007. Coleção Memória da educação.

SHIROMA, E. O.; GARCIA, R. M. C.; CAMPOS, R. F. Conversão das “almas” pela liturgia da palavra: uma análise do discurso do Movimento Todos pela Educação. In: HALL, S.; MAINARDES, J. (org.). Políticas educacionais: questões e dilemas. São Paulo: Cortez, 2011. p. 222-248.

SILVA, M. E. Redes de influência em Mato Grosso – O Estado e as parcerias público-privadas e a reconfiguração da política educacional da Rede Estadual de Ensino. 2018. 195 f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2018. Disponível em: http://guaiaca.ufpel.edu.br:8080/handle/prefix/4400 . Acesso em: 12 ago. 2022.

VASCONCELOS, C. M. Política Educacional Brasileira e a Base Nacional Comum Curricular para a Educação Física: concepções do Município de Marialva. 2019. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual de Maringá, Maringá, 2019. Disponível em: http://old.ppe.uem.br/dissertacoes/2020/2020%20-%20Carolina%20Vasconcelos.pdf . Acesso em: 19 ago. 2022.

Publicado

2023-09-22

Cómo citar

Farias, C. dos S., Botan Rufato, G., & Ferreira Ruiz, M. J. (2023). BNCC: HABILIDADES DE FORMACIÓN Y HABILIDADES PARA LA ADAPTACIÓN AL MERCADO. Revista Brasileira De Política E Administração Da Educação, 39(1). https://doi.org/10.21573/vol39n12023.127053