Separação de irmãos em processos de adoção

o que falam as equipes técnicas?

Autores

  • Luciana Lacerda Mesquista Melo Tribunal de Justiça do Espírito Santo
  • Edinete Maria Rosa Universidade Federal do Espírito Santo
  • Leandra Lúcia Moraes Couto Universidade Federal do Espírito Santo http://orcid.org/0000-0002-2706-6240

DOI:

https://doi.org/10.22456/2317-8558.146777

Resumo

A análise do vínculo fraterno entre irmãos em situação de acolhimento institucional é uma ação presente no cotidiano profissional das equipes técnicas dos Acolhimentos Institucionais e das Varas da Infância e Juventude. Este estudo teve como objetivo conhecer os procedimentos e as percepções das equipes técnicas de Instituições de Acolhimentos e de um Tribunal de Justiça de um estado da região Sudeste do Brasil sobre a separação de grupos de irmãos em processos de adoção. Especificamente, buscou-se: caracterizar a capacitação dos profissionais que lidam com a análise de vínculo fraterno; conhecer as ações que são realizadas em nível institucional; e identificar as percepções dos técnicos sobre a influência da instituição em que trabalham na qualidade e manutenção de vínculos fraternos entre irmãos no processo de adoção. Participaram do estudo 14 técnicos, sendo oito assistentes sociais e seis psicólogos(as). Os dados foram coletados por meio de um questionário com roteiro semiestruturado e tratados com base na técnica de análise de conteúdo. Como resultado, identificou-se que a maioria dos profissionais nunca realizou capacitações sobre o assunto e que há dificuldade em encontrar literatura sobre o tema. Foi identificado o caráter multidisciplinar das ações dos participantes, que utilizam instrumentos do cotidiano profissional para desenvolver seus trabalhos junto aos grupos de irmãos. Por fim, destaca-se a necessidade de maior valorização dos profissionais que lidam com a adoção, no que diz respeito às suas jornadas de trabalho, à oferta de formação continuada e ao apoio institucional às suas práticas.

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Biografia do Autor

Luciana Lacerda Mesquista Melo , Tribunal de Justiça do Espírito Santo

Assistente social, com mestrado em Psicologia. Possui Pós Graduação em gestão de Recursos Humanos (FABAVI-2007) e Arteterapia (ISEAT-2017), graduação em serviço social UFES (2005). Enquanto Assistente Social, atuou durante 7 anos no campo da saúde e atualmente é Analista Judiciária, concursada pelo TJES desde 2012, lotada na Corregedoria Geral de Justiça, na CEJA - Comissão Estadual Judiciária de Adoção onde trabalha com adoção nacional e internacional. Enquanto professora, leciona na Escola de Magistratura do PJES (EMES) em cursos relacionados aos aspectos sociojurídicos da adoção e em cursos de Graduação e pós graduação em diversas instituições do Estado do Espírito Santo em disciplinas relacionadas ao Campo Sócio-jurídico, bem como Sociologia, Processo Grupal, Dinâmicas de Grupos, Ética, Políticas de Saúde e Cultura Organizacional.

Edinete Maria Rosa, Universidade Federal do Espírito Santo

Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo (1993), mestrado em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo (1997), doutorado em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (2003) e Pós-doutorado em Psicologia pela University of North Carolina at Greensboro (2012). Atualmente é professora titular da Universidade Federal do Espírito Santo. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Social e em Psicologia do Desenvolvimento. Foi vice coordenadora do GT da ANPEPP "Juventude e Resiliência" (2018-2020). Coordena o Núcleo de Estudos, Pesquisa e Intervenção com Crianças, Adolescentes e Famílias - NECRIAD. Foi diretora do Centro de Ciências Humanas e Naturais - CCHN-Ufes (2020-2024). É coordenadora da Comissão de Promoção da Dignidade Humana da Arquidiocese de Vitória (CPDH). É membra efetiva do Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH-ES) e do Comitê Estadual Orfandade e Direitos. Desenvolve e orienta pesquisas com os seguintes temas: Adoção, orfandade, violência doméstica contra crianças e adolescentes, adolescentes em medidas socioeducativas e direitos humanos.

Leandra Lúcia Moraes Couto, Universidade Federal do Espírito Santo

Pós-doutoranda em Psicologia no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo

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Publicado

2025-09-01

Como Citar

Lacerda Mesquista Melo , L., Maria Rosa, E., & Couto, L. L. M. (2025). Separação de irmãos em processos de adoção: o que falam as equipes técnicas?. Cadernos Do Programa De Pós-Graduação Em Direito – PPGDir. UFRGS, 20(1), 63–82. https://doi.org/10.22456/2317-8558.146777