Este trabalho tem como objetivo analisar a construção da moralidade dos personagens da franquia BioShock a partir da teoria dos frames morais de George Lakoff (1995, 1996, 2004), com foco na construção de sentido através da linguagem. Utiliza-se uma metodologia qualitativa (Denzin; Lincoln, 2005; Silverman, 2000), considerando a complexidade discursiva e simbólica presente no jogo. A análise será realizada por meio da técnica indiciária (Ginzburg, 1989), observando sinais e marcas linguísticas que revelem os enquadramentos morais adotados por cada personagem. Busca-se compreender como valores ideológicos e modelos de mundo são articulados por meio da linguagem e das escolhas discursivas no universo narrativo de BioShock, esperando-se evidenciar como o jogo articula diferentes modelos morais e valores ideológicos em sua construção narrativa.