CADERNO DE MEMÓRIAS COLONIAIS, DE ISABELA FIGUEIREDO, E O CAMPO EXPANDIDO DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-8915.95367Abstract
Neste artigo propomos uma breve leitura em campo expandido de Caderno de Memórias Coloniais (2009), de Isabela Figueiredo, romance em escrita íntima que se passa em Moçambique e Portugal, durante o neocolonialismo e pós-independência de Moçambique. O conceito de campo expandido, elaborado por Rosalind Krauss (1979), solicita à crítica um olhar para a forma, e uma reflexão sobre o que a forma impõe e deseja provocar. Nesse passo, o pós-moderno acontece quando a artista não se interroga sobre os meios de expressão, estes não determinam mais a práxis, mas se tornam vias em prol de uma expressão, estratégia possível de ser localizada em Caderno de Memórias Coloniais. Roberto Vecchi (2008) já indicara, em chave teórica, a existência de uma estratégia de dominação portuguesa a partir de um projeto colonial desagregador, temática presente no romance que, como veremos, aparece conjugada a sua forma narrativa.
PALAVRAS-CHAVE: literatura contemporânea; literatura portuguesa; campo expandido
