CADERNO DE MEMÓRIAS COLONIAIS, DE ISABELA FIGUEIREDO, E O CAMPO EXPANDIDO DA LITERATURA

Autori

  • Keli Cristina Pacheco Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG/PR

DOI:

https://doi.org/10.22456/2238-8915.95367

Abstract

Neste artigo propomos uma breve leitura em campo expandido de Caderno de Memórias Coloniais (2009), de Isabela Figueiredo, romance em escrita íntima que se passa em Moçambique e Portugal, durante o neocolonialismo e pós-independência de Moçambique. O conceito de campo expandido, elaborado por Rosalind Krauss (1979), solicita à crítica um olhar para a forma, e uma reflexão sobre o que a forma impõe e deseja provocar. Nesse passo, o pós-moderno acontece quando a artista não se interroga sobre os meios de expressão, estes não determinam mais a práxis, mas se tornam vias em prol de uma expressão, estratégia possível de ser localizada em Caderno de Memórias Coloniais. Roberto Vecchi (2008) já indicara, em chave teórica, a existência de uma estratégia de dominação portuguesa a partir de um projeto colonial desagregador, temática presente no romance que, como veremos, aparece conjugada a sua forma narrativa.

PALAVRAS-CHAVE: literatura contemporânea; literatura portuguesa; campo expandido

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Biografia autore

Keli Cristina Pacheco, Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG/PR

Pós-doutoranda em Literatura pela Sorbonne Universitè - Paris IV. Docente permanente do Mestrado em Linguagem, Identidade e Subjetividade, professora adjunta do Departamento de Letras da Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG. Possui mestrado em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC (2005) e doutorado em Literatura pela mesma instituição (2009). Tem experiência na área de Letras, principalmente nos seguintes temas: teoria literária, literatura comparada, modernidade e exílio.

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Pubblicato

2019-12-09

Come citare

PACHECO, Keli Cristina. CADERNO DE MEMÓRIAS COLONIAIS, DE ISABELA FIGUEIREDO, E O CAMPO EXPANDIDO DA LITERATURA. Organon, Porto Alegre, v. 34, n. 67, p. 1–13, 2019. DOI: 10.22456/2238-8915.95367. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/organon/article/view/95367. Acesso em: 13 ago. 2026.