ECOGÓTICO E ECO-HORROR NA LITERATURA BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-8915.146391Resumo
A relação do ser humano com a Natureza tem experimentado sensíveis transformações nas últimas três décadas. Com o surgimento da ecocrítica, estabeleceu-se um campo de estudos voltado para investigar as relações culturais entre os seres humanos e o mundo não humano (animais, plantas, minerais, climas, ecossistemas). Na ficção gótica e de horror, a figuração do meio ambiente, sobretudo da floresta, com frequência é fonte de medo e ansiedade. Mesmo nas obras gótico-românticas em que se observa um binarismo entre civilização e Natureza, espaços naturais nem sempre são locais de pertencimento, mas de crise e estranhamento. Este artigo pretende explorar tais relações ambíguas, delineando o que se convencionou chamar “ecogótico” e, subsequentemente, “eco-horror” dentro de um contexto da literatura brasileira, e exemplificando tais manifestações por meio da análise de três narrativas: os contos “Valsa fantástica”, de Afonso Celso, e “O areal”, de Florence Bernard, e o romance "Corpos secos", de Marcelo Ferroni, Samir Machado de Machado, Luisa Geisler e Natalia Borges Polesso.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Ao submeter um artigo à revista Organon e tê-lo aprovado, os autores concordam em ceder, sem remuneração, os direitos de primeira publicação e a permissão para que Organon redistribua esse artigo e seus metadados aos serviços de indexação e referência que seus editores julguem apropriados.
